Ibovespa fecha abaixo dos 112 mil pontos após queda de commodities e alta do IOF

Bolsa brasileira acumulou perda de 2,3% na semana e 8,18% no mês sob impacto do atual cenário fiscal e da desaceleração da economia chinesa.

Diana Lott
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O Ibovespa fechou hoje (17) com baixa de 1,91%, a 111.617 pontos, o menor patamar desde março deste ano. A queda dos preços das commodities, principalmente do minério de ferro e do petróleo, o fraco desempenho das bolsas norte-americanas e o aumento das alíquotas do imposto sobre operações financeiras (IOF) afetaram a Bolsa brasileira, que acumulou perda de 2,3% na semana e 8,18% no mês.

A desaceleração da economia chinesa e mudanças na regulamentação imposta a empresas do país asiático pressionaram o preço do minério de ferro, que já recuou mais de 30% em setembro. Segundo Pietra Guerra, especialista em ações da Clear Corretora, a situação da gigante imobiliária Evergrande também contribuiu para o movimento. “Há preocupações com um potencial calote da construtora, que é consumidora de aço e muito importante para o mercado chinês. Se isso ocorrer, pode impactar negativamente a economia. Esse risco acabou se refletindo nas ações do setor siderúrgico no Brasil”, diz ela.

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A Vale (VALE3), empresa com o maior peso na carteira teórica do Ibovespa (13,27%), registrou queda de 2,02% nesta sexta-feira, mesmo após anunciar distribuição de dividendos de R$ 8,10 por ação ainda em setembro. A Gerdau (GGBR4), que caiu 6,59%, teve a maior perda do dia. A Metalúrgica Gerdau (GOAU4), que tem participação na Gerdau (GGBR4), também figurou entre as cinco companhias com o pior desempenho após recuar 5,59%.

Em Wall Street, as bolsas também fecharam em baixa, puxadas pelas ações de empresas de tecnologia e dados sobre a confiança do consumidor, que vieram piores do que o esperado pelos investidores. O Dow Jones teve queda de 0,48%, a 34.584 pontos. O S&P 500 recuou 0,91%, a 4.432 pontos; e o Nasdaq registrou baixa de 0,91%, a 15.043 pontos.

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Segundo a Universidade de Michigan, o índice de sentimento do consumidor subiu para 71 em meados deste mês, ante 70,3 em agosto. O resultado é o mais fraco desde dezembro de 2011. Economistas consultados pela Reuters projetavam uma leitura de 72.

O dólar fechou em alta de 0,41%, a R$ 5,2866 na venda. Na semana, a moeda avançou 0,37%, elevando os ganhos em setembro para 2,23%. A cotação reflete a leitura dos investidores de agravamento da situação fiscal do Brasil em 2022. “[O aumento do IOF] pegou o mercado de surpresa. Isso coloca em evidência as dificuldades do governo em aprovar fontes de financiamento permanentes para o seu novo programa social, o Auxílio Brasil”, escreveu Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos. (Com Reuters)

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