Ibovespa fecha em alta puxado por leve recuo da inflação e Caged

O IGP-M, um dos principais indicadores da inflação, caiu 0,64% em setembro, praticamente compensando o avanço de 0,66% visto em agosto.

Diana Lott
Compartilhe esta publicação:

Acessibilidade


O Ibovespa fechou em alta de 0,89%, a 111.106 pontos, impulsionado por dados macroeconômicos positivos e pela recuperação parcial das bolsas norte-americanas, após uma terça-feira de fortes quedas nos mercados internacionais.

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), um dos principais indicadores da inflação brasileira, caiu 0,64% em setembro, praticamente compensando o avanço de 0,66% registrado em agosto. O resultado divulgado hoje (29) pela Fundação Getulio Vargas (FGV) levou o índice a acumular alta de 24,86% em 12 meses. A queda registrada no mês foi mais intensa do que a de 0,42% esperada em pesquisa da Reuters.

Acompanhe em primeira mão o conteúdo do Forbes Money no Telegram

Investidores também receberam boas notícias sobre o mercado de trabalho, com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). No mês passado, 372,2 mil vagas formais foram criadas. A expectativa era de 272,6 mil, de acordo com pesquisa da Reuters.

Em Wall Street, os principais índices se recuperaram das quedas do último pregão e fecharam no azul. O Dow Jones subiu 0,26%, a 34.390 pontos, e o S&P 500 avançou 0,16%, a 4.359 pontos. Já o Nasdaq registrou baixa de 0,24%, a 14.512 pontos, ainda sob o impacto do aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

As ações de companhias de tecnologia, como as listadas no Nasdaq, são mais sensíveis a essas mudanças, uma vez que grande parte dos seus investidores fazem aportes considerando cenários de longo prazo. Dessa forma, quando o retorno dos títulos sobe, eles se tornam tão ou mais atrativos que as ações, atraindo parte desses investimentos.

“Os investidores norte-americanos estão preocupados com três coisas: a eventual redução das compras de títulos pelo Federal Reserve [Banco Central dos EUA]; a inflação persistente, com o presidente do Fed dizendo que vai durar mais do que o inicialmente esperado; e a questão do teto da dívida que o Congresso está enfrentando”, diz Oliver Pursche, vice-presidente sênior da Wealthspire Advisors, em Nova York.

Os congressistas norte-americanos correm contra o tempo para impedir uma paralisação do governo antes que o prazo para a aprovação de uma nova lei orçamentária expire, à meia-noite de quinta-feira.

O impasse entre democratas e republicanos ocorre após uma série de votações em que o Senado tentou tanto aprovar recursos para o governo quanto evitar um calote federal potencialmente catastrófico no mês que vem. Os republicanos, no entanto, barraram duas vezes a tentativa democrata de elevar o teto da dívida dos EUA, de US$ 28,4 trilhões.

Segundo Chuck Schumer, líder democrata no Senado, a Casa pode votar nesta quarta ou na quinta-feira uma resolução para financiar o funcionamento do governo federal, incluindo serviços públicos, até o início de dezembro.

O dólar encerrou o dia com alta de 0,08%, a R$ 5,4298, ainda refletindo os temores do mercado com o cenário fiscal brasileiro e a valorização da moeda norte-americana no exterior. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Compartilhe esta publicação: