Ibovespa fecha em leve queda puxado por Vale e Petrobras

Méliuz teve quarto pregão consecutivo de valorização e registrou a maior alta do dia, de 15,10%, impulsionada pelo desdobramento de ações.

Diana Lott
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O Ibovespa fechou em baixa hoje de 0,19%, a 116.180 pontos, depois de ter passado a maior parte do pregão no azul. Pesou no índice a desvalorização das ações da Vale (VALE3), que caíram 0,59%, acompanhando o preço do minério de ferro na China, e da Petrobras (PETR3 e PETR4), que recuaram 0,52% e 1,03%, respectivamente.

O presidente da petrolífera, general Joaquim Silva e Luna, participou de sessão da Comissão Geral da Câmara dos Deputados, onde afirmou que, em momento de altos preços de combustíveis e crise energética, o Brasil pode contar com a Petrobras e que a nação ganha quando a companhia paga dividendos e tributos. Os comentários, feitos nas primeiras participações de Luna na audiência em meio a uma série de questionamentos e críticas de deputados sobre a política de preços da empresa, ocorreram após o próprio presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), dizer na véspera que a “Petrobras deve ser lembrada: os brasileiros são seus acionistas”.

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Silva e Luna também defendeu os desinvestimentos da companhia em refino, e afirmou que o processo de venda de duas refinarias, que foram frustrados, serão retomados, e a venda de outras quatro permanece em curso. O presidente da estatal reiterou ainda que a empresa tem colocado seu esforço no desenvolvimento dos campos do pré-sal, por considerar que há pressa na exploração dessas reservas.

A maior alta da sessão foi das ações da Méliuz (CASH3), que subiram 15,10%. A empresa de cashback teve seu quarto pregão seguido de valorização nesta terça, impulsionada pelo desdobramento de ações e pela recuperação das fortes quedas registradas desde o fim de julho. No ano, a ação acumula alta de mais de 200%.

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A Eneva (ENEV3) também foi destaque positivo, fechando o dia com avanço de 3,42% após o Itaú BBA melhorar suas projeções para “outperform”, elevando o preço-alvo da ação para R$ 18,6, ante R$ 15, ao afirmar que a companhia é o “melhor veículo” para navegar em uma desafiadora crise hídrica.

Em Wall Street, as bolsas fecharam no vermelho, mas se mantiveram em patamares historicamente altos. O Dow Jones caiu 0,84%, a 34.577 pontos; o S&P 500 registrou baixa de 0,57%, a 4.443 pontos, e o Nasdaq recuou 0,45%, a 15.037 pontos. Incertezas econômicas, principalmente sobre a disseminação da variante Delta, e a crescente probabilidade de aumento de impostos sobre as empresas abalaram a confiança dos investidores e compensaram os sinais de desaceleração da inflação, que cresceu 0,1% em agosto, ante 0,3% esperados pelo Refinitiv.

O dólar fechou em alta de 0,65%, a R$ 5,2578 na venda. A divisa deixou para trás as perdas registradas na esteira de dados sobre a inflação norte-americana, acompanhando piora no apetite internacional por risco, enquanto a conjuntura política doméstica manteve o real sob pressão. (Com Reuters)

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