Ibovespa reverte perdas e fecha em alta de 1,72%

Após passar a maior parte do pregão de hoje (9) em forte baixa, o Ibovespa fechou em alta de 1,72%, a 115.360 pontos. A Bolsa brasileira chegou à mínima intradiária de 112.435 pontos. A recuperação foi motivada por nota publicada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na qual o mandatário afirmou nunca ter tido intenção de “agredir quaisquer dos poderes”. A possibilidade de arrefecimento da crise institucional animou os investidores e levou o dólar a encerrar a quinta-feira com a maior queda percentual diária desde agosto, de 1,96%, a R$ 5,2233 na venda.

O texto foi divulgado no fim desta tarde, após Bolsonaro se reunir com o ex-presidente Michel Temer (MDB) em Brasília. Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que tem sido alvo de críticas do presidente, foi ministro da Justiça no governo Temer. Foi o emedebista quem indicou Moraes à Corte.

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A PetroRio (PRIO3) protagonizou a maior alta da sessão, com os papéis da companhia disparando 8,32%, a R$ 19,78. O Credit Suisse recomendou a petroleira com preço-alvo de R$ 25 por ação devido ao aumento na produção, que deve atingir 78 mil barris por dia em 2025, segundo estimativas do banco.

Apenas três companhias fecharam em baixa, todas inferiores a 1%: Suzano (SUZB3), Bradespar (BRAP4) e Vale (VALE3), que caíram 0,54%, 0,38% e 0,36%, respectivamente. A queda dos papéis da siderúrgica foi impulsionada pelo recuo do preço do minério de ferro na China e pela revisão, para cima, da estimativa de desembolsos relacionados ao desastre de Brumadinho (MG). A companhia estima que os valores fiquem entre US$ 2,7 bilhões e US$ 3,2 bilhões neste ano, ante US$ 2,632 bilhões previstos no ano passado.

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As quedas da Bolsa vistas no restante do dia foram motivadas também pelo crescimento da inflação oficial brasileira, que registrou a maior alta para um mês de agosto em 21 anos, levando a taxa em 12 meses a se aproximar de 10%. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,87% em agosto, depois de avançar 0,96% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“Esse resultado deve forçar ainda mais o Copom [Comitê de Política Monetária] a apertar os juros e a sinalizar alta da Selic nos próximos encontros”, diz Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora. Em um cenário de juros altos e volatilidade na Bolsa, a tendência é que os investidores migrem para a renda fixa, segundo Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos. “Há títulos pré-fixados para um ano com taxas [de rentabilidade] de 8% ou 9%, e a Bolsa segue na tendência de baixa no curto prazo”, afirma.

Em Wall Street, os índices também fecharam em baixa, apesar de dados do Departamento de Trabalho mostrarem queda no número de novos pedidos de auxílio-desemprego, um indicativo de que o mercado de trabalho está se recuperando da pandemia. O Dow Jones recuou 0,43%, a 34.879 pontos; o S&P 500 teve o quarto fechamento negativo consecutivo, caindo 0,46%, a 4.493 pontos; e o Nasdaq registrou queda de 0,25%, a 15.248 pontos.

O Federal Reserve, o banco central norte-americano, acompanha o indicador de perto para decidir quando iniciará os cortes nas compras de títulos. E, com a melhora dos dados, o mercado avalia que o Fed poderá antecipar esse movimento, o que faz os investidores adotarem uma postura mais cautelosa. (Com Reuters)

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