Ibovespa tem terceira baixa seguida com incerteza fiscal e queda de commodities

Ações de companhias de mineração e celulose tiveram as maiores baixas da sessão, com CSN, Usiminas e Suzano recuando mais de 5%.

Diana Lott
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O Ibovespa registrou hoje (16) a terceira queda consecutiva e fechou em baixa de 1,10%, a 113.794 pontos, com incertezas sobre o cenário fiscal brasilero pesando no índice, assim como o desempenho da economia da China, que tem sofrido o impacto de novas regulamentações do Estado e queda nos preços de commodities.

O pregão também refletiu movimentações ligadas ao vencimento de opções de amanhã (17), que costuma ter ações com relevante peso no Ibovespa entre as séries mais líquidas. O índice caminho para encerrar a semana no vermelho.

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“Investidores continuam mostrando cautela para assumir novas posições nas ações, principalmente em um cenário repleto de incertezas e falta de previsibilidade”, afirmou o analista da Terra Investimentos Régis Chinchila.

Um dos focos de atenção está voltado para as discussões relacionadas aos precatórios, que permanecem sem avanços efetivos, enquanto o governo busca fonte de financiamento para o “Auxílio Brasil”, nova versão do programa Bolsa Família. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou na tarde de hoje que o Congresso vai tentar encontrar uma solução para a questão na próxima semana, e que isso deverá ser feito dentro do teto de gastos.

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Nesta quinta, o Ministério da Economia revisou para cima suas projeções oficiais para a inflação neste ano e no próximo. As estimativas para 2021 foram de 5,9% para 7,9%, e para 2022, de 3,5% para 3,75%. A pasta também alterou a projeção do PIB (Produto Interno Bruto), que passa a ser de 5,3% neste ano e 2,5% no ano que vem.

A baixa no preço do minério de ferro e da celulose no mercado chinês fez as ações das companhias desses setores se desvalorizarem nesta quinta. Entre os piores resultados do pregão estão os papéis da CSN (CSNA3) e da Usiminas (USIM5), com quedas de 6,18% e 5,41%. A Vale (VALE3), que tem importante participação no Ibovespa, também teve baixa, de 3,89%. Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN4) caíram 5,75% e 4,62%, respectivamente.

Em Nova York, as bolsas fecharam com leves quedas, com exceção do índice Nasdaq, que teve uma pequena alta de 0,13%, a 15.181 pontos. O Dow Jones caiu 0,18%, a 34.715 pontos, e o S&P 500 recuou 0,16%, a 4.473 pontos.

Os índices de Wall Street acumulam perdas neste mês, e os investidores se preocupam com a possibilidade de as ações estarem próximas a um momento de correção após subirem de forma consistente ao longo deste ano. Dados divulgados hoje mostraram aumento no número de novos pedidos de seguro-desemprego acima do esperado, um sinal de que o mercado de trabalho ainda não se recuperou da pandemia. Números das vendas do varejo, no entanto, foram positivos, contribuindo para a falta de direção clara das bolsas nesta sessão.

O dólar encerrou o dia em alta de 0,55%, a R$ 5,2650 na venda, devolvendo a queda da véspera e seguindo o movimento de valorização da moeda norte-americana no exterior. A divisa avançou ante 31 de 33 pares, reflexo da percepção de investidores de que a possibilidade de anúncio de corte de estímulos pelos EUA não parece esvaziada.

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