Incidente em Ipatinga faz Usiminas paralisar alto forno por até 5 meses

O evento ocorreu um ano após a ocorrência de fogo e estrondo no topo do alto-forno 1 da mesma usina.

Redação
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Alexandre Mota/Reuters
Alexandre Mota/Reuters

Trabalhador da Usiminas em Ipatinga

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A Usiminas anunciou hoje (27) que o alto-forno 2 da usina mineira de Ipatinga sofreu um incidente na sexta-feira passada e por isso a empresa vai paralisar o equipamento por um período de 90 a 150 dias.

O evento ocorreu um ano após a ocorrência de fogo e estrondo no topo do alto-forno 1 da mesma usina. Na ocasião, a empresa informou que o “evento foi rapidamente controlado pela equipe técnica”.

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Procurada hoje, a Usiminas informou que não teve registro de explosão ou feridos, mas não deu mais detalhes do ocorrido.

Analistas da XP afirmaram que veem “impacto limitado para a companhia, visto que o forno (2) é pequeno e que os níveis de estoque atuais poderão ser destinados para minimizar os impactos negativos”. Os analistas mantiveram recomendação “neutra” para a empresa.

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O alto-forno 2 tem capacidade de produzir 55 mil toneladas de ferro-gusa por mês, o equivalente a 660 mil toneladas por ano. A empresa afirmou em fato relevante que vai compensar a parada com estoques e comprando placas no mercado.

As ações da companhia exibiam queda de cerca de 2% às 12h25, enquanto o Ibovespa mostrava alta de 0,2%. A rival CSN mostrava valorização de 4% e Gerdau tinha ganho de 1,1%.

O alto-forno 2 havia sido reativado em junho, depois de uma paralisação iniciada no começo da pandemia no Brasil, em abril do ano passado. No período de paralisação, a empresa afirmou que investiu 67 milhões de reais no equipamento em uma reforma para religá-lo.

A retomada da produção no equipamento ocorreu em meio à demanda interna firme por aço no Brasil e a expectativa da companhia era de uma elevação de cerca de 20% na produção de gusa de Ipatinga em relação ao fim do ano passado. A Usiminas já compra aço de terceiros para laminar em Cubatão (SP).

O alto-forno 2 foi inaugurado em setembro de 1965 e depois da reforma entrou em uma sexta campanha de produção. Antes da parada anterior ao incidente da sexta-feira passada, a última grande reforma do equipamento foi realizada em 2003.

Além do forno 2, a usina de Ipatinga tem outros dois equipamentos de produção de aço bruto: o alto-forno 1, também com capacidade para 660 mil toneladas por ano, e o alto-forno 3, com capacidade nominal para 2,3 milhões toneladas anuais e que tem reforma geral programada para meados de 2023.

Em 2018, uma explosão ocorrida no gasômetro da usina de Ipatinga, um equipamento que armazena gases produzidos no processo de produção do aço, paralisou temporariamente alto-fornos e deixou 34 feridos. (Com Reuters)

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