Investidores estão pessimistas com economia global, aponta pesquisa do Bank of America

Aly Song/Reuters
Aly Song/Reuters

Porto de Yangshan, em Xangai

Cerca de um décimo dos entrevistados em pesquisa mensal com gerentes de fundos espera uma economia global mais forte nos próximos meses, marcando a proporção mais baixa desde o pânico inicial da Covid-19 em abril do ano passado, mostrou a edição de setembro do levantamento do Bank of America.

As expectativas de crescimento econômico estão agora em 13%, leitura mais baixa desde abril de 2020 e bem abaixo do pico de 91% em março deste ano. A disseminação da variante Delta do coronavírus foi citada como motivo para o pessimismo, segundo a pesquisa mensal.

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Apesar da crescente cautela com a perspectiva macroeconômica, o posicionamento nos mercados de ativos permanece majoritariamente altista.

A proteção do mercado acionário para blindar as carteiras contra fortes quedas nos valores de ativos estava nos menores níveis desde janeiro de 2008.

Quase metade dos clientes do BofA, que gerenciam US$ 840 bilhões em ativos, disse que removeu a proteção contra uma forte queda nos preços das ações nos próximos três meses, dado mais baixo desde janeiro de 2018.

Além disso, o posicionamento mais amplo no mercado acionário permanece firmemente altista, com as alocações globais líquidas em 50%, bem acima da média de 20 anos de 29%, segundo a pesquisa.

“Uma rara desconexão está crescendo entre os preços de ativos e fundamentos”, disse em nota uma equipe de estrategistas liderada por Michael Hartnett.

A perspectiva do mercado continua sendo de maior cautela, com os entrevistados esperando que os bancos centrais permaneçam “dovish” (inclinados a manutenção de estímulos).

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A expectativa de 84% dos investidores é de que o Federal Reserve comece a reduzir suas medidas de estímulo até o fim do ano, embora as expectativas para a primeira alta de juros pelo banco central norte-americano tenham passado de novembro de 2022 para fevereiro de 2023.

Além disso, 82% dos entrevistados esperam que a China alivie a política monetária, de 44% em julho. (Com Reuters)

 

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