Investidores estão pessimistas com economia global, aponta pesquisa do Bank of America

As expectativas de crescimento econômico estão agora em 13%, leitura mais baixa desde abril de 2020 e bem abaixo do pico de 91% em março deste ano.

Redação
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Aly Song/Reuters
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Porto de Yangshan, em Xangai

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Cerca de um décimo dos entrevistados em pesquisa mensal com gerentes de fundos espera uma economia global mais forte nos próximos meses, marcando a proporção mais baixa desde o pânico inicial da Covid-19 em abril do ano passado, mostrou a edição de setembro do levantamento do Bank of America.

As expectativas de crescimento econômico estão agora em 13%, leitura mais baixa desde abril de 2020 e bem abaixo do pico de 91% em março deste ano. A disseminação da variante Delta do coronavírus foi citada como motivo para o pessimismo, segundo a pesquisa mensal.

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Apesar da crescente cautela com a perspectiva macroeconômica, o posicionamento nos mercados de ativos permanece majoritariamente altista.

A proteção do mercado acionário para blindar as carteiras contra fortes quedas nos valores de ativos estava nos menores níveis desde janeiro de 2008.

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Quase metade dos clientes do BofA, que gerenciam US$ 840 bilhões em ativos, disse que removeu a proteção contra uma forte queda nos preços das ações nos próximos três meses, dado mais baixo desde janeiro de 2018.

Além disso, o posicionamento mais amplo no mercado acionário permanece firmemente altista, com as alocações globais líquidas em 50%, bem acima da média de 20 anos de 29%, segundo a pesquisa.

“Uma rara desconexão está crescendo entre os preços de ativos e fundamentos”, disse em nota uma equipe de estrategistas liderada por Michael Hartnett.

A perspectiva do mercado continua sendo de maior cautela, com os entrevistados esperando que os bancos centrais permaneçam “dovish” (inclinados a manutenção de estímulos).

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A expectativa de 84% dos investidores é de que o Federal Reserve comece a reduzir suas medidas de estímulo até o fim do ano, embora as expectativas para a primeira alta de juros pelo banco central norte-americano tenham passado de novembro de 2022 para fevereiro de 2023.

Além disso, 82% dos entrevistados esperam que a China alivie a política monetária, de 44% em julho. (Com Reuters)

 

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