Sorare levanta US$ 680 milhões em segunda maior rodada da indústria cripto

Empresa utilizará investimento para expandir para outros esportes e contratar novos talentos.

Nina Bambysheva
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Fundadores da Sorare, Nicolas Julia e Adrien Montfort

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Rumores de que Sorare estava levantando uma quantia recorde de fundos circulam há meses, e eles se provaram verdadeiros. A plataforma de negociação de “fantasy games” (mundo dos jogos online onde os usuários podem montar times virtuais de jogadores profissionais reais) de futebol e NFTs (tokens não fungíveis) sediada em Paris levantou US$ 680 milhões em um financiamento de Série B, liderado pelo conglomerado japonês SoftBank, com uma avaliação de US$ 4,3 bilhões.

Anunciada hoje (21), a rodada de investimento segue uma Série A de US$ 50 milhões, concluída em fevereiro com uma avaliação não divulgada, e é a maior Série B da Europa, bem como a segunda maior arrecadação de fundos privada entre startups de blockchain, atrás apenas da bolsa de criptomoedas FTX, fundada pela o bilionário mais rico da indústria, Sam Bankman-Fried. Entre outros investidores estão Atomico, Bessemer Ventures, D1 Capital, Eurazeo, IVP e LionTree, e os investidores existentes Benchmark, Accel e Headline.

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Semelhante à FTX, que se posiciona como uma plataforma construída “por traders para traders”, Sorare foi criado “por fãs de futebol para fãs de futebol” para operar na interseção do mercado de tokens não fungíveis, que ultrapassava US$ 14,27 bilhões em capitalização de mercado no mês passado, e cartas de esportes. O CEO e cofundador da empresa, Nicolas Julia, almeja torná-lo “um jogo dentro de um jogo”.

“Queremos criar o maior grupo de entretenimento do mundo dos esportes”, diz Julia, que anteriormente foi vice-presidente de operações da Stratumn, uma empresa sediada em Paris que oferece uma plataforma para o desenvolvimento de aplicativos de blockchain por empresas.

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Sorare usará esse investimento para acelerar o crescimento no futebol, realizar expansão para outros esportes, contratar novos talentos e abrir o primeiro escritório nos Estados Unidos nos próximos meses. Atualmente, o mercado norte-americano é responsável por cerca de 20% da receita da empresa, segundo Julia.

A aposta no modelo de “um jogo dentro de um jogo” levou o SoftBank a liderar a arrecadação de fundos, de acordo com Marcelo Claure, CEO do SoftBank Group International e COO do SoftBank Group. O conglomerado investiu em várias startups de criptomoedas, incluindo a maior bolsa de criptomoedas do Brasil, Mercado Bitcoin, e a Bullish, empreendimento apoiado por Peter Thiel. Claure tem adotado uma abordagem cada vez mais prática para gerenciar seus investimentos. “Participei pessoalmente do conselho”, disse ele à Forbes em uma entrevista exclusiva, “O que é algo que tento não fazer, mas estou muito motivado pelo potencial de Sorare e pelo que ele está tentando construir.”

Fundada em 2018, a startup francesa rapidamente estabeleceu uma presença dominante nos “fantasy games”. No caso do Sorare, os jogadores trocam e gerenciam uma equipe com cartões digitais na forma de ativos exclusivos, ou seja, tokens não fungíveis verificáveis ​​por meio do blockchain ethereum.

As cartas mais caras, apresentando jogadores famosos como Cristiano Ronaldo e Antoine Griezmann, são vendidas por cerca de € 100 mil ou mais. Alguns desses jogadores interagiram com a plataforma de Sorare em primeira mão, de acordo com Julia.

“Antoine, por exemplo, está jogando regularmente”, diz. “Ele é um verdadeiro fã e me traz um feedback sobre a pontuação” (a Forbes não recebeu uma confirmação da equipe de Griezmann até o momento). Em dezembro de 2020, o zagueiro do Barcelona, ​​Gerard Pique, juntou-se à startup como consultor estratégico. Tanto os jogadores quanto o capitão do Chelsea, César Azpilicueta, e o ex-capitão do Manchester United, Rio Ferdinand, também participaram da rodada atual.

Sorare diz que tem aproximadamente 600 mil usuários registrados na plataforma e licenciou jogadores de cerca de 180 clubes profissionais, incluindo Real Madrid, Liverpool, Juventus, e as federações francesa e alemã de futebol. De acordo com a empresa, mais de US$ 150 milhões em cartas foram negociados na plataforma desde janeiro, e o número de usuários ativos mensais cresceu 34 vezes entre o segundo trimestre de 2020 e o segundo trimestre de 2021. No mesmo período, as vendas trimestrais aumentaram mais de 50 vezes.

À medida que plataformas semelhantes, construídas na interseção de esportes e NFTs, decolam, o unicórnio espera replicar seu modelo em outros esportes. Por exemplo, NBA Top Shot é um mercado online de US$ 683 milhões onde os fãs de basquete podem comprar e vender destaques em vídeo de seus jogadores favoritos, e a recém-criada Candy Digital é uma startup de NFT fundada pela empresa de artigos esportivos Fanatics em parceria com o CEO do Galaxy Digital, Mike Novogratz, e o presidente da empresa de comunicações VaynerX, Gary Vaynerchuck.

“Estamos entusiasmados com o sucesso que vimos até agora, mas isso é apenas o começo”, afirma Julia. “Acreditamos que esta é uma grande oportunidade de criar o próximo gigante do entretenimento esportivo, levando Sorare a mais fãs de futebol e organizações, e de aplicar o mesmo modelo a outros esportes ao redor do mundo.”

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