Universal Studios inaugura parque na China após 20 anos de espera

Resort é o maior entre os cinco parques da Universal e foi desenvolvido por uma joint venture entre a NBCUniversal e uma empresa estatal chinesa

Robert Hart
Compartilhe esta publicação:
Barcroft Media/GettyImages
Barcroft Media/GettyImages

Os dez mil ingressos para a inauguração foram vendidos em menos de três minutos

Acessibilidade


O Universal Studios Beijing finalmente abriu suas portas para uma multidão de visitantes chineses na última segunda-feira (20), marcando um ponto para Hollywood e para a influência americana quando as relações entre Pequim e Washington se deterioram e oficiais do Partido Comunista tentam reprimir o culto a celebridades.

Os dez mil ingressos para a inauguração, que custavam entre US$ 65,00 e US$ 120,00, foram vendidos em menos de três minutos, segundo a Reuters. A mídia estatal chinesa informou que 100 mil tickets – incluindo os que dão direito à entrada durante um dos maiores feriados da China, que acontece nesta semana – foram comprados em 30 minutos e levaram a um aumento das pesquisas por hotéis próximos e passagens aéreas.

A inauguração acontece 20 anos depois que o resort foi proposto pela primeira vez e contará com atrações baseadas em filmes de Hollywood como Harry Potter, Jurassic Park, Minions e Transformers. O parque também será o primeiro da Universal a ter uma seção dedicada à animação Kung Fu Panda.

Acompanhe em primeira mão o conteúdo do Forbes Money no Telegram

O resort é o maior entre os cinco parques que a Universal tem ao redor do globo e é resultado de uma joint venture entre a NBCUniversal e a estatal Beijing Shouhuan Cultural Tourism Investment, que tem uma participação de 70%.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

A inauguração ocorre quando as relações entre os Estados Unidos e a China estão em um dos pontos mais tensos em décadas, mesmo meses após a saída de Donald Trump da presidência. Nos últimos anos, as duas superpotências trocaram farpas sobre comércio, pandemia, Taiwan e direitos humanos, assim como acusações de vários ataques cibernéticos.

O momento é ainda mais sensível por causa da recente reação de Pequim ao que o regime considera uma cultura tóxica de culto a celebridades entre os usuários da internet no país. O Partido Comunista tem reprimido emissoras, shows e mídias sociais que, segundo o governo, encorajam esse fenômeno. As autoridades também impuseram amplas restrições sobre jogos online infantis e grandes empresas de tecnologia.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Compartilhe esta publicação: