Carteira recomendada: veja as ações mais sugeridas em outubro; Vale é destaque

Itaú (ITUB4) e B3 (B3SA3) ocupam o segundo e o terceiro lugar entre as ações mais recomendadas para este mês, respectivamente.

Artur Nicoceli
Compartilhe esta publicação:
Yuichiro Chino/GettyImages
Yuichiro Chino/GettyImages

A Forbes listou as ações mais recomendadas de 24 carteiras de corretoras e bancos

Acessibilidade


A Vale (VALE3) ocupou o primeiro lugar entre as ações mais sugeridas nas 24 carteiras recomendadas de bancos e corretoras para outubro, com 12 indicações. A companhia é a única a liderar a lista elaborada pela Forbes, agora pela 11ª vez. O Itaú (ITUB4) e a B3 (B3SA3) ficaram na segunda e na terceira posições entre os papéis mais recomendados para este mês, com oito e sete sugestões, respectivamente.

Para a XP, apesar da queda dos papéis em 15% ao longo de setembro, puxada pela baixa da demanda chinesa de minério de ferro, a companhia ainda deve ter “uma forte geração de caixa, mesmo considerando os preços atuais da commodity”. A divulgação do balanço financeiro da Vale está prevista para 28 de outubro.

As exportações de minério de ferro do Brasil em setembro recuaram 10,12% em volume na comparação com o mesmo período de 2020, para 33,68 milhões de toneladas, embora tenham aumentado mais de 30% em receitas com preços em alta. Houve uma queda de 2,6% nos embarques entre julho e setembro, para cerca de 100 milhões de toneladas, segundo os dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Ao mesmo tempo, o Itaú (ITUB4) está repetindo, este mês, o segundo lugar entre os papéis mais recomendados que ocupou em setembro. Os analistas do Banco Inter incluíram a instituição financeira na carteira de outubro por conta da cisão com a XP, do sistema de nuvem no universo bancário e do novo CEO, Milton Maluhy, “que dá início a uma mudança cultural para ganhar mais agilidade na tomada de decisão e nos processos bancários”, dizem os especialistas.

Apesar de terem apostado no Itaú para outubro, os analistas do Inter afirmam que é uma “recomendação mais conservadora”. Se comparado com o mês anterior, as recomendações da instituição financeira caíram em aproximadamente 30%.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

No terceiro lugar no pódio das empresas mais recomendadas entre as carteiras de bancos e corretoras está a B3 (B3SA3), com sete sugestões, uma a menos que as obtidas no mês anterior. Os especialistas da Terra Investimentos acreditam que a Bolsa vem apresentando bom desempenho, com altos volumes transacionados nos mercados, decorrentes da forte volatilidade e aumento no número de investidores. “O seu sólido desempenho financeiro e forte geração de caixa continuam garantindo bons retornos em suas ações. E, outro ponto de atenção positivo para seu negócio é o crescente número de IPOs.”

“Além disso, o número de investidores ativos seguiu crescendo 1,4% mensalmente e 32,3% anualmente, atingindo quatro milhões de investidores, [em julho]”, segundo os analistas da XP.

Nos últimos nove meses, a B3 realizou 73 ofertas de IPOs (oferta primária inicial) e follow-ons (oferta subsequente), tendo movimentado, de acordo com a própria bolsa, até agosto, R$ 137 trilhões, atrás apenas do recorde de R$ 149,2 trilhões movimentados em 2010.

Este foi o segundo mês consecutivo que a mineradora, o banco e a Bolsa ficaram entre as três principais recomendações consolidadas na lista da Forbes de ações mais sugeridas por corretoras e bancos. Vale destacar que o levantamento realizado mensalmente era feito com 24 carteiras, contudo, com a venda Singulare para a XP, substituímos a carteira da corretora pela da Rico Investimentos; assim, mantivemos a quantidade no mapeamento.

A Forbes também listou alguns comentários de analistas sobre as ações de maior destaque em outubro.

  • Vale (VALE3) – 12 recomendações

    Investmind:

    A Vale é uma das maiores empresas de mineração do mundo e capturou o movimento de alta das commodities no primeiro semestre do ano. Com a queda brusca do preço do minério de ferro, chegando a US$ 90,00 por tonelada, o preço-alvo reflete um patamar mais baixo nas receitas da empresa ainda esse ano, porém ainda com upside considerável. Apesar de ser uma queda relevante, as expectativas de longo prazo para o minério ainda estão no esperado até 2024. Nesses níveis, a companhia segue apresentando múltiplos atrativos, negociando a múltiplo EV/Ebitda esperado para 2022 em 3,24x, com precificação do minério abaixo de US$ 100,00 por tonelada no ano que vem. Então, ainda gostamos da tese de Vale, que deve continuar entregando resultados sólidos e com um alto dividend yield, fruto da farta distribuição de proventos e da queda no preço das ações

    Santander:

    Esperamos que a demanda por minério de ferro de alta qualidade continue elevada no curto prazo, em decorrência de medidas de estímulos econômicos adotados na China, como a priorização de obras de infraestrutura, por exemplo, beneficiando a empresa devido ao incremento do projeto S11D (localizado no município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará), que aumentou a oferta da commodity de maior qualidade da companhia. Ao mesmo tempo, A Vale reportou EBITDA ajustado no 2T21 (pro-forma) de US$ 11,2 bilhões (+213% a/a, + 33% t/t), 2% abaixo do consenso e 5% abaixo de nossas estimativas. A principal diferença em relação à nossa estimativa foi devido ao custo do minério de ferro C1 (ex-compras de terceiros) para US$ 17,8/t no 2T21 vs. US$ 14,8/t no 1T21, principalmente devido aos maiores custos de demurrage e de matéria-prima. Ainda sim, apesar da maior volatilidade das ações da VALE3 no curto prazo, em função da crise imobiliária que se instaurou na China, mantemos nossa visão construtiva no médio e longo prazo para os setores de mineração e siderurgia, pois ainda enxergamos as empresas brasileiras do setor, a exemplo da Vale, como bem posicionadas no mercado interno e externo, com fluxos de caixa fortes, alavancagem controlada e, em sua maioria, companhias boas pagadoras de dividendos.

    Julie Gordon/Reuters
  • Itaú Unibanco (ITUB4) -8 recomendações

    Inter:

    O Itaú tem um caminho mais dependente de si mesmo para virar a página. Após a cisão da XP, esperamos um crescimento em AuC da plataforma de investimentos Íon e além disso, o banco tem mostrado com seu novo CEO, Milton Maluhy, um início de mudança cultural para ganhar mais agilidade na tomada decisão e nos processos do transatlântico bancário. Esperamos que a estratégia de migração de sistemas legados para a nuvem traga maiores benefícios a partir de 2022, e que as iniciativas de redução de custos em agências também possam mostrar algum reflexo de eficiência operacional gradualmente. Mas, ainda precisamos acompanhar a evolução do modelo phydigtal do iVarejo defendido pelo Itaú. Por fim, o recente desconto no setor financeiro trouxe nova oportunidade de entrada em ITUB4. Negociando a dez vezes os lucros estimados para 2022, um desvio padrão abaixo da sua média histórica e com upside de 10%, preferimos Itaú para o mês de outubro como uma recomendação mais conservadora.

    Modalmais:

    Empresa no radar por seu ramo de atuação, e acompanhada por seus múltiplos fundamentalistas (indicadores de mercado), como preço lucro, preço valor patrimonial, dividend yield etc, e em conjunto com análise top-down que leva em consideração a análise macroeconômica, e adicionalmente o timing do preço, com as recentes movimentações.

    Sergio Moraes/Reuters
  • B3 (B3SA3) – 7 recomendações

    Terra Investimentos:

    A empresa vem apresentando bom desempenho, com altos volumes transacionados nos mercados, decorrentes da forte volatilidade e aumento no número de investidores. Além disso, o seu sólido desempenho financeiro e forte geração de caixa continuam garantindo bons retornos em suas ações. Outro ponto de atenção positivo para seu negócio é o crescente números de IPOs. Destacamos ainda o poder de diversificação da receita da B3, com fluxo bastante resiliente, serviços completos de trading, clearing, liquidação, custódia e registro, e posicionamento dominante em derivativos, ações, câmbio, renda fixa e produtos de balcão. No longo prazo, acreditamos que a B3 continuará diversificando sua atuação no mercado brasileiro, por meio de novos produtos e serviços. Preço alvo 12 meses: R$ 24,50.

    XP:

    Durante o mês de setembro, as ações da B3 performaram abaixo do índice Ibovespa ainda impactada pela percepção de um risco competitivo, expectativas de altas de juros e o possível impacto de uma contingência legal na ordem de R$ 31 bilhões; apesar dos dados operacionais referentes a agosto terem apresentado um aumento do volume financeiro médio diário (ADVT) de 62,4% no período e 7,8% na comparação mensal. O número de investidores ativos seguiu crescendo 1,4% mensalmente e 32,3% anualmente, atingindo 4 milhões de investidores. Com isso, embora a retirada da carteira, permanecemos otimistas com a retomada do mercado de capitais e com as taxas de juros ainda em patamares relativamente baixos.

    NurPhoto/GettyImages

Vale (VALE3) – 12 recomendações

Investmind:

A Vale é uma das maiores empresas de mineração do mundo e capturou o movimento de alta das commodities no primeiro semestre do ano. Com a queda brusca do preço do minério de ferro, chegando a US$ 90,00 por tonelada, o preço-alvo reflete um patamar mais baixo nas receitas da empresa ainda esse ano, porém ainda com upside considerável. Apesar de ser uma queda relevante, as expectativas de longo prazo para o minério ainda estão no esperado até 2024. Nesses níveis, a companhia segue apresentando múltiplos atrativos, negociando a múltiplo EV/Ebitda esperado para 2022 em 3,24x, com precificação do minério abaixo de US$ 100,00 por tonelada no ano que vem. Então, ainda gostamos da tese de Vale, que deve continuar entregando resultados sólidos e com um alto dividend yield, fruto da farta distribuição de proventos e da queda no preço das ações

Santander:

Esperamos que a demanda por minério de ferro de alta qualidade continue elevada no curto prazo, em decorrência de medidas de estímulos econômicos adotados na China, como a priorização de obras de infraestrutura, por exemplo, beneficiando a empresa devido ao incremento do projeto S11D (localizado no município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará), que aumentou a oferta da commodity de maior qualidade da companhia. Ao mesmo tempo, A Vale reportou EBITDA ajustado no 2T21 (pro-forma) de US$ 11,2 bilhões (+213% a/a, + 33% t/t), 2% abaixo do consenso e 5% abaixo de nossas estimativas. A principal diferença em relação à nossa estimativa foi devido ao custo do minério de ferro C1 (ex-compras de terceiros) para US$ 17,8/t no 2T21 vs. US$ 14,8/t no 1T21, principalmente devido aos maiores custos de demurrage e de matéria-prima. Ainda sim, apesar da maior volatilidade das ações da VALE3 no curto prazo, em função da crise imobiliária que se instaurou na China, mantemos nossa visão construtiva no médio e longo prazo para os setores de mineração e siderurgia, pois ainda enxergamos as empresas brasileiras do setor, a exemplo da Vale, como bem posicionadas no mercado interno e externo, com fluxos de caixa fortes, alavancagem controlada e, em sua maioria, companhias boas pagadoras de dividendos.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Compartilhe esta publicação: