Companhias perdem R$ 134 bi em 24 horas na Bolsa após ameaça de furo no teto de gastos

As maiores perdas foram no segmento de bancos, exploração refino e distribuição e lideradas pela Petrobras, que viu o valor de mercado encolher em R$ 12,1 bilhões.

Mariangela Castro
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Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Com a ameaça ao teto de gastos para suprir o pagamento do novo Bolsa Família, o Ibovespa caiu para seu menor patamar em 11 meses: 107.735 pontos

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Um dia de negociação na Bolsa de Valores foi suficiente para que as empresas listadas no índice Bovespa, da B3, perdessem R$ 134,1 bilhões em valor de mercado com a ameaça de furo no teto de gastos do governo federal para suprir a expansão de pagamento do novo Bolsa Família.

Na última quarta-feira (20), o valor de mercado das companhias integrantes do índice era de R$ 4,834 trilhões. Já ao final do pregão de ontem (21), o valor caiu para R$ 4,700 trilhões, segundo um levantamento realizado pelo Economática.

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A maior perda foi a dos bancos. Com 22 empresas do setor listadas no Ibovespa, a redução foi de R$ 23,2 bilhões entre quarta e quinta-feira. Em seguida, ficou a área de exploração, refino e distribuição. As 11 companhias do segmento tiveram redução de R$ 19,4 bilhões em valor de mercado no mesmo período. O terceiro lugar foi do segmento de energia elétrica, cuja queda somou R$ 10,7 bilhões nas 24 horas.

Entre as empresas, a Petrobras (PETR3) foi de longe a que teve a maior desvalorização. O valor de mercado da companhia caiu R$ 12,1 bilhões. A Vale (VALE3) ocupou o segundo lugar, com perda de R$ 6,2 bilhões, um pouco mais da metade da retração vista na estatal de petróleo. Magazine Luiza (MGLU3), Rede D’Or (RDOR3) e Banco Inter (BIDI11) também foram destaques das empresas que mais sofreram com o cenário de ontem. As empresas registraram recuos em valor de mercado de R$ 5,5 bilhões, R$ 4,7 bilhões e R$ 4,05 bilhões, respectivamente.

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As desvalorizações aconteceram após as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a mudança na regra do teto de gastos. A informação fez investidores e instituições piorarem projeções macroeconômicas para os próximos meses. No fechamento do mercado, o Ibovespa caiu aos 107.735 pontos, o menor patamar de fechamento dos últimos 11 meses.

Se analisados os dados de toda a semana, as empresas do Ibovespa tiveram redução de R$ 284,4 bilhões em valor de mercado, entre segunda-feira (18) e ontem (21). Neste cenário, a avaliação da Petrobras recuou R$ 24,1 bilhões; a da Vale, R$ 23,9 bilhões; e a da Magazine Luiza, R$ 12,3 bilhões.

Por outro lado, no mesmo período, a B3 (B3SA3) foi uma das únicas empresas do índice que tiveram alta no valor de mercado. Entre 18 e 21 de outubro, a avaliação da companhia avançou R$ 546 milhões – o maior montante de aumento entre as demais -, para R$ 79 bilhões. Mas o ganho poderia ter sido ainda maior, se considerarmos que apenas entre 20 e 21 de outubro o valor da empresa caiu R$ 607 milhões.

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