Forbes Radar: JBS, Vale, Hapvida, Camil, Wilson Sons Holding e outros destaques corporativos

Últimas notícias sobre: Environmental ESG, Shell, Banco Inter, J.P. Morgan e Ambev.

Artur Nicoceli
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O mercado de ofertas de ações amanheceu agitado no Forbes Radar de hoje (8). Enquanto a Hapvida anunciou uma oferta de debêntures simples no valor de R$ 2 bilhões e mais uma emissão de certificados de recebíveis da Virgo no montante de até R$ 1,2 bilhão, a Environmental ESG, braço de gestão de resíduos da Ambipar, suspendeu a realização de seu IPO por conta das condições de mercado adversas.

Fechando a temporada de balanço financeiro do segundo trimestre, a Camil teve lucro líquido e R$ 106,5 milhões entre abril e junho, 23,2% menor que os R$ 138,6 milhões obtidos no mesmo período de 2020. A terceira temporada começara em 22 de outubro, com o resultado da Hypera Pharma (HYPE3), aponta a Suno Research.

Veja esses e outros destaques corporativos do dia:

Environmental ESG (EESG3)

A Environmental ESG suspendeu a realização de seu IPO por conta das condições de mercado adversas. A companhia avalia retomar a oferta via operação restrita, seguindo a regra 476 da CVM. O braço de gestão de resíduos da Ambipar pretendia levantar R$ 3 bilhões, com os ativos precificados entre R$ 15,50 e R$ 20,50.

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Hapvida (HAPV3)

A Hapvida anunciou que seu conselho de administração aprovou a realização da 2ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor de R$ 2 bilhões. As debêntures contarão com garantia fidejussória a subsidiária Ultra Som Serviços Médicos, na forma de fiança. A emissão será realizada em até duas séries, declarou a companhia em fato relevante.

Ao mesmo tempo, foi submetido à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) um pedido de análise prévia para registro de oferta pública da 4ª emissão de certificados de recebíveis imobiliários da Virgo Companhia de Securitização, no montante de até R$ 1,2 bilhão, os quais serão lastreados em debêntures simples não conversíveis em ações, da 1ª emissão de debêntures da Ultra Som.

O intuito das emissões é fazer frente aos compromissos financeiros oriundos de aquisições e investimentos (inclusive imobiliários) já divulgados e a serem divulgados, de acordo com a estratégia de expansão orgânica e inorgânica da companhia.

Camil (CAML3)

A Camil teve lucro líquido de R$ 106,5 milhões no segundo trimestre, 23,2% menor que os R$ 138,6 milhões obtidos no mesmo período de 2020. A companhia informou que um dos motivo pela queda está nas margens alcançadas, que recuaram 7,2% no ano passado. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) entre abril e junho foi de R$ 191,1 milhões, queda de 7,9% em relação a 2020 (R$ 207,5 milhões).

Wilson Sons Holding (WSON33)

A partir do fim do pregão do dia 22, as ações e as BDRs da WSL deixarão de existir, pois a companhia solicitou à B3 um pedido de listagem no novo mercado e aceitou a negociação das ações da companhia no segmento. A estreia dos papéis está prevista para 25 de outubro – caso seja aprovada a nova reestrutura societária.

O capital social da companhia aumentará por conta da emissão das novas ações ordinárias, a serem atribuidas aos acionistas da Wilson Sons Limited (WSL), incluindo os titulares dos BDRs (brazilian depositary receipts).

Shell (RDSA34)

O Brasil negociou apenas 5 dos 92 blocos exploratórios de óleo e gás ofertados na 17ª Rodada de Licitações ontem (7), o menor número de ativos arrematados em um leilão sob regime de concessão no país, em um certame marcado por grande risco exploratório e impactos da pandemia de Covid-19.

A anglo-holandesa Shell –maior produtora de petróleo do Brasil depois da Petrobras– foi a única a participar do leilão como operadora, ao arrematar quatro blocos sozinha e um em parceria com a colombiana Ecopetrol, todos na Bacia de Santos.

O bônus de assinatura somado da rodada foi de R$ 37,14 milhões, o segundo menor da história dos leilões de concessão do país, atrás apenas da 5ª Rodada, realizada em 2003, quando foram arrecadados R$ 27,45 milhões.

A rodada também ofertou blocos nas bacias de Campos, Pelotas e Potiguar e teve apenas nove empresas inscritas, menor número já registrado para um leilão de concessão no país. Algumas áreas da licitação ficam próximas a regiões ambientalmente sensíveis, como Atol da Rocas e Fernando de Noronha.

Banco Inter (BIDI4)

O Banco Inter informou na manhã de ontem (7) que contratou Bank of America, Bradesco BBI, J.P. Morgan e Itaú BBA como assessores financeiros para auxiliar na reorganização societária da instituição. A intenção é migrar a base acionária para a Inter Platform, sociedade que resultará na listagem das ações da companhia nos Estados Unidos e, assim, negociar BDRs (brazilian depositary receipts) na B3.

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Vale (VALE3)

A Vale anunciou que uma decisão judicial determinou o retorno imediato das atividades de mineração de Onça Puma, no Pará, que haviam sido paralisadas após a suspensão da licença de operação pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Em decisão liminar, a juíza da 3ª Vara de Fazenda da Comarca de Belém determinou o restabelecimento da vigência e validade da licença de operação da mina e o retorno imediato das atividades de mineração, segundo a Vale, que obteve o resultado após impetrar um Mandado de Segurança.

J.P. Morgan (JPMC34)

O JPMorgan Chase anunciou que vai permitir que terceiros usem sua propriedade intelectual na expectativa de acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.

O banco está tornando várias patentes relacionadas a como resfria e ventila de maneira eficiente seus grandes centros de processamento de dados disponíveis para qualquer um interessado em usar tecnologias de baixa emissão de carbono. A iniciativa faz parte de uma parceria iniciada por Microsoft, Facebook e Hewlett Packard Enterprise.

Lançada em abril deste ano, a parceria das companhias compartilhou mais de 450 patentes.

O JPMorgan não revela informações sobre seus centros de processamento de dados, mas relatório de 2012 aponta que o banco investiu US$ 500 milhões para construir apenas uma central de dados. O orçamento anual de tecnologia do banco é de cerca de US$ 12 bilhões.

JBS (JBSS3)

Cerca de um terço do gado comprado pela JBS entre janeiro de 2018 e junho de 2019 teria vindo de áreas com problemas de desmatamento ou outras inconformidades, de acordo com os resultados de uma auditora de 2020 do Ministério Público Federal do Pará.

Segundo a auditora, fábricas da JBS na região amazônica teriam comprado 940.617 cabeças de gado no período, oriundas do Estado do Pará, sendo que 31,99% apresentaram evidência de irregularidade.

Isto representa mais de três vezes o índice de tolerância de 9,95% estipulado pelo MPF-PA para a auditoria de 2020.

A resultado da auditoria reforça a preocupação de que empresas como a JBS poderiam estar contribuindo com o desmatamento da maior floresta tropical do mundo, comprando gado de terras desmatadas ilegalmente na região.

Confrontada com tais acusações, a JBS assinou um termo de ajuste de conduta com o Ministério Público Federal em 2013, no qual a empresa se compromete a não comprar gado de fazendas desmatadas ilegalmente a partir de 2008, ou de propriedades envolvidas em crimes ambientais.

Ambev (ABEV3)

A fabricante de bebidas Ambev anunciou nesta quinta-feira a compra de 150 caminhões elétricos da fabricante chinesa JAC Motors.

Segundo comunicado, os veículos serão entregues até o fim do ano e se somam a 100 caminhões elétricos encomendados pela empresa junto à Volkswagen. No total, a frota de caminhões elétricos da Ambev soma 250 veículos em cerca de 20 cidades do país. A Ambev não informou o valor da encomenda feita à JAC.

As compras fazem parte da meta da Ambev de ter metade da frota dedicada composta por caminhões elétricos até 2025. Para abastecer esses veículos, a companhia implantará postos de recarga em alguns de seus centros logísticos.

Para abastecer os pontos de recarga, a Ambev afirmou que usará 100% da eletricidade comprada de fontes renováveis. Além disso, planeja reduzir em 25% as emissões de carbono em toda a cadeia até 2025.

BrasilAgro (AGRO3)

A BrasilAgro anunciou nesta quinta-feira a venda da Fazenda Alto Taquari, em Mato Grosso, por R$ 589 milhões, na maior negociação da história da companhia, à medida que os preços de commodities agrícolas, especialmente da soja, impulsionam os negócios imobiliários da empresa.

A propriedade de 3.723 hectares, sendo 2.694 hectares úteis, foi vendida por um preço 65% superior à avaliação da própria empresa, divulgada no último balanço, em agosto, informou a companhia em fato relevante.

Mas a dimensão do negócio fica mais clara – assim como o impacto dos preços das commodities agrícolas na valorização das terras – quando se compara o valor que a BrasilAgro pagou, em 2007, pela área da fazenda vendida: apenas cerca de R$ 30 milhões.

Na época da aquisição da propriedade, a BrasilAgro pagou por cada hectare útil da Alto Taquari cerca de 320 sacas de soja, enquanto o negócio fechado agora precificou o hectare da propriedade no município de mesmo nome a 1.100 sacas, notou o CEO da BrasilAgro, André Guillaumon.

Azul (AZUL4)

A companhia aérea Azul anunciou nesta quinta-feira que o tráfego de passageiros em seus voos em setembro foi 120,1% maior do que um ano antes. Na comparação com setembro de 2019, quando o país ainda não tinha sido atingido pela pandemia da Covid-19, houve queda de 10,6%.

Considerando apenas os voos domésticos, a demanda por assentos em voos da Azul no mês passado cresceu 125,6% sobre um ano antes. Sobre setembro de 2019, houve alta de 8,7%.

Nos voos internacionais, a demanda em setembro foi 53,6% maior, mas caiu 78,5% contra o mesmo mês de 2019.

A taxa total de ocupação de aeronaves em voos da Azul em setembro foi de 79,4%, queda de 0,8 ponto percentual contra um ano antes e de 3,9 pontos ante setembro de 2019.

Ecorodovias (ECOR3)

A Ecorodovias anunciou que teve o movimento de 34,8 mil veículos em setembro circulando nas rodovias, uma alta de 10,7% se comparado com o mesmo período de 2020. No acumulado do ano, a frota foi de 307,2 mil automóveis, crescimento de 11,9% no comparativo ano a ano.

Copasa (CSMG3)

Após a Arsae-MG (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais) publicar o documento sobre a fiscalização econômica de serviços de abastecimento de água e esgoto, em que afirmava que a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) deveria devolver aproximadamente R$130 milhões a usuários de Belo Horizonte, a companhia anunciou ontem (7) que recorreu à decisão, pois “os fatos geradores que levaram à interrupção temporária do transporte dos esgotos coletados para a estação de tratamento foram causados por fortes chuvas”, disse a Compasa via fato relevante.

Dotz (DOTZ3)

A Dotz apresentou a performance de suas principais métricas operacionais do terceiro trimestre. Como destaque estão o aumento de engajamento da base com crescimento de 30% da receita média por cliente, reflexo do crescimento de 76% do GMV (volume bruto de mercadoria) do Marketplce e de 66% do volume transacionado nos cartões co-branded.

Melnick (MELK3)

A Melnick recebeu um comunicado da Nova Milano Investimentos informando que o fundo passou a deter 6,5% do total de ações ordinárias emitidas pela companhia, ou 13,4 milhões de papéis.

Odontoprev (ODPV3)

A Odontoprev anunciou a neutralização de 100% das emissões de carbono desde sua fundação, em 1987.

(Com Reuters)

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