Goldman Sachs e Citi juntam-se a coro de bancos que vêem alta de 150 pontos-base da Selic

Credores começaram a projetar alta da taxa básica de juros a 7,75% ao ano

Redação
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Edson Souza / GettyImages
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Depois de números negativos do IPCA, bancos privados começaram a projetar alta da taxa Selic

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O Citi e o Goldman Sachs elevaram suas projeções para o ritmo de elevação da taxa Selic, juntando-se a uma série de grandes bancos que espera agora que o Banco Central suba os juros básicos em 150 pontos-base em sua reunião desta semana.

A revisão dos bancos privados vem na esteira de dados que mostraram hoje (26) que o IPCA-15, considerado prévia da inflação oficial ao consumidor brasileiro, registrou em outubro sua maior alta para o mês em 26 anos.

VEJA TAMBÉM: IPCA-15 atinge 1,20% em outubro, maior alta para o mês desde 1995

Os números, que vieram bem acima do esperado, somados à recente deterioração das perspectivas fiscais e inflacionárias do Brasil, levaram os credores a projetarem alta da Selic a 7,75% ao ano, de um patamar atual de 6,25%, no encontro do Copom (Comitê de Política Monetária) que começa hoje e se encerra amanhã.

O Citi espera ainda que o BC anuncie uma outra alta de 150 pontos-base na reunião de política monetária de dezembro, com a taxa Selic devendo chegar aos 11% ao ano ao fim do atual ciclo de aperto, no ano que vem. “As pressões inflacionárias continuam abundantes, tornando-se mais disseminadas e persistentes do que o pensado anteriormente”, alertou o banco.

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Para o Goldman Sachs, a chance de uma alta menos agressiva dos juros na reunião desta semana, de 125 pontos-base, é de apenas 25%, segundo relatório assinado pelo diretor de pesquisa econômica do banco para a América Latina, Alberto Ramos.

O credor não divulgou novas projeções para as reuniões de política monetária do Banco Central além da de outubro, mas alertou que, “num cenário de intensas pressões inflacionárias e piora do balanço de riscos, a chance de o Banco Central conseguir direcionar a inflação para a meta de 3,5% em 2022 é baixa”.

Há menos de uma semana, o Goldman projetava elevação de 125 pontos-base como o cenário mais provável para a reunião do Copom.

VEJA TAMBÉM: JPMorgan corta a zero estimativa para crescimento de PIB do Brasil em 2022

Outras instituições financeiras importantes, como Bank of America, JPMorgan e UBS, já apostavam em aumento de 150 pontos-base da Selic nesta semana, e uma taxa de dois dígitos ao fim do ciclo de aperto já parece consenso entre elas. (Com Reuters)

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