Há risco de retrocesso após o preço do bitcoin atingir sua máxima histórica?

Ao ser negociada a quase US$ 67 mil, Índice de Força Relativa sinaliza que criptomoeda está sobrecomprada

Charles Bovaird
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SOPA Images/Getty Images
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Analistas afirmam que risco não pode ser descartado, embora momento seja de otimismo

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Os preços do bitcoin atingiram uma nova máxima histórica hoje (21), ultrapassando seu pico anterior e indo a quase US$ 67 mil.

A moeda digital mais proeminente do mundo atingiu US$ 66.974,77 esta manhã, de acordo com dados da CoinDesk.

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Desde então, a criptomoeda conseguiu manter quase todos os seus ganhos recentes, negociando acima de US$ 66 mil desde que atingiu seu novo recorde, segundo números adicionais do CoinDesk.

Alguns analistas de mercado expressaram preocupações de que o bitcoin esteja sendo sobrecomprado, apontando para indicadores técnicos como o IFR (Índice de Força Relativa).

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O IFR mede até que ponto um ativo está sobrecomprado ou sobrevendido, avaliando as mudanças recentes no preço.

Enquanto um valor de 30 ou menos para este indicador geralmente aponta para condições de sobrevenda, um valor de 70 ou mais sugere que um ativo está sobrecomprado e pode caminhar para uma mudança nessa tendência. Às 14h20 do horário de Brasília, o bitcoin estava com um valor de 68, segundo dados da Trading View.

[Nota do editor: investir em criptomoedas ou tokens é altamente especulativo e o mercado em grande parte não é regulamentado. Quem estiver considerando isso deve estar preparado para perder todo o seu investimento.]

Omkar Godbole, repórter da CoinDesk, falou sobre isso em um artigo publicado hoje cedo.

“O IFR diário está sinalizando condições de sobrecompra. Portanto, a possibilidade de um retrocesso temporário não pode ser descartada.”

Nick Mancini, analista de pesquisa do provedor de dados sobre criptomoedas Trade The Chain, comentou sobre esta situação:

“Atualmente, existem vários indicadores sinalizando que o BTC está em território de ‘sobrecompra’, mas esses indicadores, na verdade, sinalizaram ‘sobrevenda’ durante a maior parte do mês de outubro.”

Ele enfatizou a relevância do sentimento do investidor e da dinâmica do mercado, oferecendo uma visão otimista.

“Vemos alguma resistência em potencial para o bitcoin em torno de US$ 68 mil, mas enquanto a atitude dos investidores permanecer otimista e, ao mesmo tempo, os volumes de negociação continuarem a aumentar, esperamos que o bitcoin suba pelo menos mais alguns pontos percentuais.”

Brett Sifling, consultor de investimentos da Gerber Kawasaki Wealth & Investment Management, também falou sobre a mentalidade altamente otimista dos investidores.

“O sentimento do mercado a curto prazo é muito otimista, especialmente porque acabamos de ultrapassar todas as máximas históricas”, afirmou.

Armando Aguilar, vice-presidente de estratégia de ativos digitais da Fundstrat Global Advisors, forneceu uma perspectiva semelhante, afirmando que os mercados de criptomoedas são atualmente caracterizados por “extrema ganância”.

Ele observou que “um IFR de 90+ parece corresponder aos topos anteriores do BTC”, e também falou sobre a dinâmica de alta do mercado.

“Os influxos de capital para os futuros do BTC, a demanda de compra do BTC à vista e as condições macro gerais permanecem otimistas”, disse.

“Além disso, a barreira visual de uma ‘nova máxima histórica’ e de um ‘medo de ficar de fora’ terá um papel importante em manter um nível de ímpeto. A capitalização de mercado das criptomoedas em outubro passou de US$ 1,9 trilhão para US$ 2,6 trilhões.”

“Acho que ainda há mais espaço para o BTC subir antes que ocorra um recuo temporário”, afirmou Aguilar.

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