Ibovespa abre em queda com foco no mercado exterior

O dólar recua ante o real com atenção para a política monetária norte-americana.

Iasmin Paiva
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O Ibovespa opera em queda de 0,13% no início do pregão de hoje (13), a 112.038 pontos perto das 10h10, horário de Brasília. Nesta quarta-feira, o mercado internacional mantém preocupação com o crescimento econômico global e os estímulos monetários governamentais. A atenção se volta para os Estados Unidos, que divulga a inflação ao consumidor e inicia a temporada de balanços das empresas referentes ao terceiro trimestre.

Por aqui, os investidores esperam um dia de volatilidade no mercado doméstico, em dia de vencimento de opções sobre o Ibovespa.

O dólar recua frente ao real, enquanto a inflação e a política monetária dos EUA seguem no radar. Às 10h10, o dólar caía 0,10%, a R$ 5,5313.

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Em Brasília, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quarta-feira, em entrevista à CNN Rádio, que a PEC que reformula o pagamento dos precatórios da União deve ir à votação em plenário da Casa na próxima semana, e previu uma vitória tranquila para a medida. “Eu acredito numa vitória tranquila dessa PEC, porque há a necessidade realmente de se organizar o Orçamento do Brasil”, disse.

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No mercado internacional, Pablo Spyer, economista-sócio da XP Investimentos, afirma que os investidores globais seguem apreensivos e cautelosos, “por conta da inflação, do crescimento econômico desacelerado e os riscos iminentes de uma diminuição dos estímulos monetários por parte dos bancos centrais”.

Os futuros dos principais índices de ações norte-americanos operam perto da estabilidade nesta manhã, após dados de inflação no país, e à espera da ata da última reunião do Fomc (Comitê Federal do Mercado Aberto) sobre política monetária.

A inflação do CPI (Índice de Preços ao Consumidor), nos EUA, registrou alta de 0,4% em setembro, acima da expectativa de 0,3% do mercado, e do aumento, também de 0,3%, no mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o indicador mostrou alta de 5,4%, também acima da previsão de 5,3%.

Rachel de Sá, chefe de economia da Rico, conta que o indicador se tornou ainda mais importante nos últimos meses por conta da esperada redução de estímulos por parte do Fed (Banco Central norte-americano). “O número da inflação de hoje e a ata da última reunião do Fomc, também divulgada hoje, serão os principais assuntos do dia nos mercados.”

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos deu a aprovação final, na véspera, para a legislação que eleva temporariamente o teto da dívida do governo a US$ 28,9 trilhões, empurrando o prazo para um calote apenas até dezembro. Os congressistas aprovaram o aumento do limite da dívida em US$ 480 bilhões, e o texto agora segue para a sanção do presidente Joe Biden.

Além disso, nesta semana começou a temporada de balanços do terceiro trimestre nos EUA. O banco JPMorgan registrou lucro de US$ 11,69 bilhões, a US$ 3,74 por ação, ante US$ 9,44 bilhões calculados no mesmo período do último ano, a US$ 2,92 por ação. O resultado veio acima da expectativa do mercado, que esperava um lucro de US$ 3 por ação.

As ações europeias operam em alta nesta quarta-feira, enquanto os investidores europeus se colocam atentos para o início da temporada de balanços do terceiro trimestre.

Além disso, a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou que a produção industrial nos países que usam o euro caiu 1,6% em agosto sobre julho, e tiveram alta de 5,1% na comparação anual. Economistas consultados pela Reuters esperavam a mesma queda mensal, mas projetavam alta anual de 4,7%.

O índice Stoxx 600 sobe 0,53%; na Alemanha, o DAX avança 0,76%; enquanto o CAC 40 valoriza 0,40% na França; na Itália, o FTSE MIB cresce 0,15%; e o FTSE 100 opera em alta de 0,07%, no Reino Unido.

Enquanto isso, as Bolsas asiáticas fecharam sem direção definida. Na China, dados comerciais positivos diminuíram temores de desaceleração econômica, alimentados por uma crise de energia e pelo endividamento da Evergrande.

A balança comercial chinesa registrou alta de 28,1% nas exportações em setembro sobre o ano anterior, contra avanço de 25,6% em agosto. Analistas consultados pela Reuters previam alta de 21%. Já as importações do mês subiram 17,6%, contra expectativa de aumento de 20% em pesquisa da Reuters e crescimento de 33,1% no mês anterior.

O índice Nikkei recuou 0,32%, no Japão; o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 1,43%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em alta de 0,75%; e o índice Shanghai, da China, subiu 0,42%.

Os contratos futuros do minério de ferro e do vergalhão na China despencaram, levando a uma venda de commodities ferrosas impulsionada pelo desconforto persistente com empresas imobiliárias chinesas sobrecarregadas de dívidas e uma perspectiva de baixa demanda. O contrato de minério de ferro mais negociado em janeiro na Bolsa de Commodities de Dalian fechou em queda de 5,9%, a 731 iuanes (US$ 113,32) a tonelada, após altas em cinco sessões.

O petróleo recuou nesta quarta-feira, em meio a temores de que a alta nos preços do carvão e do gás natural na China, Índia e Europa irão impulsionar a inflação e desacelerar o crescimento global, reduzindo a demanda por petróleo. Por volta das 9h50, os futuros do petróleo Brent caíam 0,94%, a US$ 82,64 o barril, enquanto os futuros do petróleo WTI recuavam 1,03%, a US$ 79,81 o barril. (com Reuters)

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