Ibovespa abre em queda diante de impasse fiscal em Brasília

O dólar avança ante o real com investidores precificando suas preocupações com os gastos do governo.

Iasmin Paiva
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O Ibovespa opera em queda de 1,86% no início do pregão de hoje (21), a 108.724 pontos perto das 10h11, horário de Brasília. O dia é de queda para os principais índices globais, diante da aproximação da data limite para um pagamento da incorporadora China Evergrande. Por aqui, os debates fiscais seguem no radar e alertam os investidores globais sobre os riscos de alocar ativos no Brasil.

Em Brasília, perduram as discussões fiscais em torno do Auxílio Brasil e o teto de gastos. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na noite de ontem (20) que caberá ao relator da PEC dos Precatórios, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), viabilizar uma fórmula que garanta o pagamento de um benefício social de R$ 400 em 2022 respeitando o arcabouço fiscal do país.

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Rafaela Vitoria, economista-chefe do Banco Inter, ressalta que as regras fiscais foram criadas justamente para impedir gastos sem planejamento, ou com fins “populistas e eleitoreiros”, que terão um alto custo para o país, como inflação, juros altos e crescimento baixo.

No Rio de Janeiro, há um movimento de paralisação da categoria de combustíveis nesta manhã. Tanqueiros estão impedindo a entrada de caminhões nas bases de abastecimento de combustíveis em Campos Elíseos e as unidades fecharam as portas, afirmou o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e de Lojas de Conveniência do Município do Rio de Janeiro.

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Além disso, a B3 (Bolsa brasileira) iniciou, na véspera, as negociações das cotas de um novo ETF internacional, o Investo FTSE Global Equities ETF, sob o código WRLD11, que abriu o pregão do dia em alta de 3,83%, a R$ 106. O Investo WRLD é referenciado no índice FTSE Global All Cap Index, que replica a performance de mais de 9 mil de diversas localidades do globo, em mercados emergentes e desenvolvidos.

O dólar avança ante o real nesta quinta-feira, conforme o mercado precifica os temores de que o governo fure o teto de gastos e abra caminho para descontrole fiscal. Às 10h11, a moeda subia 1,51%, a R$ 5,6425.

Os índices futuros norte-americanos indicam abertura em queda, após divulgação de dados do mercado de trabalho. O Departamento do Trabalho registrou 290 mil novos pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada no dia 16 de outubro, abaixo dos 296 mil divulgados na semana anterior e também menor do que os 300 mil projetados pelo mercado.

As Bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em queda, pressionadas por um possível default da China Evergrande, cujo prazo de pagamento se aproxima dentro de alguns dias. Na noite de ontem quarta-feira (20), a incorporadora informou que um acordo de US$ 2,6 bilhões para vender uma participação em sua unidade de serviços imobiliários fracassou, suas ações caíram 12% em Hong Kong nesta pregão.

O índice Shanghai subiu a 0,22% ao longo do dia na China; o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 0,45%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em baixa de 0,55%; e, no Japão, o índice Nikkei recuou 1,87%.

As ações europeias operam no vermelho nesta manhã, puxado pelas empresas mineradoras, que possuem grande exposição ao mercado chinês e têm grande preocupação com o futuro do mercado imobiliário no país. Além disso, os novos resultados operacionais referentes ao terceiro trimestre vieram mistos para as empresas da região, reduzindo o apetite por risco.

O Stoxx 600 cai 0,23%. Na Alemanha, o DAX recua 0,03%; enquanto o CAC 40 desvaloriza 0,37% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em baixa de 0,20%; e o FTSE 100 tem queda de 0,44%, no Reino Unido.

No mercado de commodities, os preços do petróleo recuam nesta quinta-feira. Por volta das 9h45, o petróleo Brent caía 0,76%, a US$ 85,17, enquanto o WTI recuava 0,50%, a US$ 83,00. (com Reuters)

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