Ibovespa abre no azul com atenção para cenário fiscal doméstico

O dólar recua ante o real, e é negociado a R$ 5,61.

Redação
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O Ibovespa opera em alta no início do pregão de hoje (25), com avanço de 1,07% aos 107.433 pontos perto das 10h10 no horário de Brasília. Os investidores domésticos direcionam a atenção para os dados econômicos divulgados nesta manhã e a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) desta semana, que deve trazer um novo aumento na Selic. Enquanto isso, no exterior, os lucros corporativos sustentam as altas das principais Bolsas globais, mas as preocupações com a inflação ainda limitam os ganhos.

O índice de confiança do consumidor subiu 1,0 ponto em outubro após dois meses de queda, a 76,3 pontos, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas). Segundo a instituikção , o resultado foi apoiado por uma revisão das expectativas sobre as finanças familiares em meio a uma melhora na avaliação de cenário para o mercado de trabalho nos próximos meses.

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Além disso, o relatório Focus do Banco Central prevê inflação, juros e dólar mais altos e crescimento econômico mais fraco para o próximo ano. De acordo com a sondagem, o juro básico visto para o término de 2021 subiu a 8,75%, de 8,25% do prognóstico anterior, enquanto a mediana das previsões para a taxa Selic ao fim de 2022 pulou para 9,50% ao ano, de 8,75% na semana anterior.

A previsão do IPCA, por sua vez, passou de 8,69% para 8,96% para 2021, 29ª semana consecutiva de alta. A inflação ao consumidor para 2022 foi projetada a 4,40%, de 4,18%, na 14ª semana seguida de aumento. E a estimativa para o dólar avançou para R$ 5,45 ao fim deste ano, ante cálculo de R$ 5,25 da semana anterior.

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Por sua vez, o prognóstico para o crescimento do PIB em 2021 recuou a 4,97%, de 5,01% na edição anterior da pesquisa. Para 2022, a previsão caiu a 1,40%, de 1,50% na semana anterior, o terceiro corte seguido de cenário.

A semana, que terá a decisão de política monetária do Banco Central na quarta-feira (27), também começa com mais instituições financeiras prevendo aceleração no ritmo de aumento dos juros, à medida que investidores veem desancoragem das perspectivas inflacionárias em meio à desvalorização cambial e ao cenário geral de incerteza político-econômica.

O departamento econômico do Bradesco vê acréscimo de 1,25 ponto percentual da Selic, para 7,50% ao ano. O Goldman Sachs divulgou relatório no qual previu que os juros serão elevados em “pelo menos” 1,25 ponto percentual.

A XP estima aperto monetário ainda mais agressivo pelo BC, de 1,50 ponto percentual. Ao fim do ciclo, a casa vê a Selic em 11% ao ano, ante taxa de 6,25% atualmente. “Em nossa opinião, estamos observando uma mudança de regime na condução da política fiscal, e não ‘apenas’ uma piora na margem”, afirmou Caio Megale, economista-chefe da XP, em nota à Reuters.

O dólar é negociado em queda frente ao real, com investidores atentos ao futuro da política monetária do Brasil. Às 10h10, a divisa recuava 0,25%, negociada a R$ 5,6141.

Os futuros nos mercados norte-americanos operam no azul nesta segunda-feira, com os investidores à espera dos balanços financeiros de importantes companhias ao longo da semana. As big techs como o Facebook, Alphabet, Microsoft, Apple e Amazon vão divulgar os resultados nos próximos dias, assim como um terço das companhias do índice Dow Jones, dentre elas Coca-cola, Boeing, e McDonald’s.

As Bolsas europeias operam majoritariamente em alta, enquanto investidores da região seguem atentos para os resultados corporativos, os desdobramentos da inflação global e a propagação da Covid-19. A confiança das empresas alemãs se deteriorou pelo quarto mês consecutivo em outubro.

O instituto Ifo informou nesta segunda-feira que seu índice de clima de negócios caiu para 97,7, de 98,9 (número revisado para cima) de setembro. Foi a leitura mais baixa desde abril e aquém da previsão de consenso de 97,9 em pesquisa da Reuters.

Além disso, o crescimento econômico alemão deve desacelerar drasticamente no quarto trimestre deste ano, já que a indústria continua sofrendo com a escassez de oferta e a demanda por serviços em esfriamento, segundo o último relatório Bundesbank, do Banco Central Alemão.

O Stoxx 600 sobe a 0,08%; na Alemanha, o DAX cresce 0,30%; o CAC 40 desvaloriza 0,09%, na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 0,67%; e no Reino Unido, o FTSE 100 recua 0,42%.

Enquanto isso, os mercados asiáticos fecharam o dia sem direção definida, com um novo surto de Covid-19 na China elevando preocupações sobre a desaceleração do crescimento do país. Os papéis da incorporadora Evergrande fecharam em queda de 0,74%, após avanço de mais de 6% no dia, depois que a empresa anunciou que retomou o trabalho em mais de dez projetos na véspera (24).

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,02%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em alta de 0,24%; na China, o índice Shanghai, avançou 0,76%; enquanto no Japão, o índice Nikkei recuou 0,71%.

Os contratos futuros do minério de ferro avançaram na China nesta segunda-feira, recuperando-se das vendas generalizadas da semana passada que puxaram os preços de referência para mínimas de várias semanas, mas as preocupações com a queda na demanda por aço na China mantiveram o entusiasmo geral sob controle.

O contrato de janeiro mais negociado do minério de ferro na Bolsa de Commodities de Dalian fechou em alta de 1,7%, a 688,50 iuanes (US$ 107,85) a tonelada. O clima geral melhorou depois que a empresa imobiliária China Evergrande Group, altamente endividada, indicou ter evitado default.

Enquanto isso, o petróleo opera em alta nesta segunda-feira, já que a oferta global permaneceu apertada em meio à forte demanda mundial, enquanto as economias seguem em recuperação. Por volta das 9h45, os futuros do petróleo Brent subiam 0,91%, a US$ 85,42 o barril, enquanto o WTI avançava 1,26%, a US$ 84,83.(com Reuters)

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