Ibovespa abre no vermelho e dólar avança

Dados econômicos e discussões fiscais em Brasília continuam no radar dos investidores.

Iasmin Paiva
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O Ibovespa opera em queda de 1,33% na abertura do pregão de hoje (6), a 108.992 pontos por volta das 10h10 da manhã, horário de Brasília. O mercado global reage ao relatório de emprego dos Estados Unidos e mantém a atenção à crise energética na Europa que está provocando preocupações em torno da inflação global. Enquanto isso, no Brasil, os dados econômicos e as discussões fiscais em Brasília continuam no radar dos investidores.

As vendas no varejo brasileiro tiveram queda de 3,1% em agosto na comparação com julho e recuaram 4,1% sobre um ano antes, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira. Em pesquisa, a Reuters apontou que as expectativas eram de altas de 0,7% na comparação mensal e de 2,0% sobre um ano antes.

Além disso, o IGP-DI (Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna) teve queda de 0,55% em setembro, após recuar 0,14% em agosto, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quarta-feira. O resultado levou a alta acumulada em 12 meses a 23,43%, mas o recuo foi mais fraco do que a expectativa em pesquisa da Reuters de que o índice cairia 0,68%.

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Em Brasília, enquanto isso, as discussões sobre o orçamento dentro do teto de gastos seguem no radar dos investidores, com uma reforma tributária mais ampla, proposta por Roberto Rocha (PSDB-MA), a PEC 110.

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O dólar avança em relação ao real nesta manhã, em meio a temores globais de inflação. Perto das 10h10, era negociado em alta de 0,20%, a R$ 5,4947.

Os índices futuros do mercado dos Estados Unidos apontam para abertura no vermelho, após a divulgação do relatório ADP, de criação de empregos no setor privado. Foram criados 568 mil empregos no setor privado em setembro, mostrou o Relatório Nacional de Emprego da ADP. Economistas consultados pela Reuters previam criação de 428 mil postos de trabalho.

A pesquisa justificou o resultado na redução das infecções por Covid-19, que permitiram aos norte-americanos voltarem a viajar e frequentar restaurantes, entre outras atividades. Já os dados de agosto foram revisados para baixo para mostrar geração de 340 mil vagas, em vez das 374 mil inicialmente relatadas.

As Bolsas europeias são negociadas em leve baixa, enquanto os investidores monitoram as questões fiscais nos EUA e os dados econômicos da região. As vendas no varejo da zona do euro subiram 0,3% em agosto sobre o mês anterior e ficaram inalteradas em relação ao mesmo período do ano anterior, informou a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat. O resultado veio abaixo do esperado, já que economistas consultados pela Reuters esperavam um ganho mensal de 0,8% e alta de 0,4% na base anual.

A Europa também lida com preocupações com a inflação, provocada por uma crise de energia. Pablo Spyer, economista-sócio da XP Investimentos, explica que os estoques de gás natural no continente (necessários para o inverno na região) estão nos menores níveis dos últimos dez anos. “Isso está fazendo o preço do gás natural disparar na Europa, subindo mais de 100% nos últimos dois meses e alcançando os níveis mais altos da história.”

O Stoxx 600 recua 1,68%; o CAC 40 desvaloriza 2,01% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em baixa de 1,98%; no Reino Unido, o FTSE 100 cai 1,55%; enquanto na Alemanha, o DAX perde 1,96%.

Na Ásia, os mercados fecharam o dia em queda, enquanto o feriado na China segue reduzindo a liquidez na região. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,57%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em baixa de 0,93%; enquanto no Japão, o índice Nikkei desvalorizou 1,05%.

Enquanto isso, os preços do petróleo recuam nesta quarta-feira, após alcançarem as máximas de três anos na véspera devido ao posicionamento da Opep+ de manter o ritmo de produção atual em um contexto de preocupação com o fornecimento de energia em todo o mundo.

“Uma crise de energia está se desenrolando, com o inverno no hemisfério norte ainda para começar, e prepara o terreno para preços do petróleo ainda mais altos”, explicou Stephen Brennock da corretora de petróleo PVM à Reuters. Por volta das 9h55, o petróleo Brent subia 1,05%, a US$ 81,69, e o WTI estava em US$ 78,03 o barril, alta de 1,14%.

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