Ibovespa volta aos 112 mil pontos, com alta de 1,73% nesta sexta-feira

Bons resultados em testes de remédio experimental para tratamento da Covid-19 produzido pela Merck impulsionaram os mercados.

Diana Lott
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O Ibovespa fechou hoje (1º) em alta de 1,73%, a 112.899 pontos, esboçando uma recuperação das perdas dos pregões anteriores, mas acumulando baixa de 0,47% na semana. A Bolsa brasileira acompanhou o otimismo no exterior motivado por notícias sobre a eficácia do medicamento Molnupiravir no tratamento da Covid-19. Uma pesquisa mostrou que o remédio oral experimental da Merck (MRK) reduziu em cerca de 50% as chances de hospitalização ou morte.

Leonardo Aparecido, especialista em Renda Variável da Valor Investimentos, afirma que os setores que são mais impactados pelo avanço da pandemia e pelas medidas sanitárias adotadas para combatê-la, como os de turismo e de educação, são também os que mais se beneficiam de notícias como a desta sexta-feira. Entre os destaques positivos do dia estão o Grupo Cogna (COGN3), com alta de 8,12%, e a CVC (CVCB3), que subiu 7,53%.

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Na agenda de indicadores do dia, PMI (Índice de Gerentes de Compras, na sigla em inglês) da indústria do Brasil subiu a 54,4 em setembro, ante 53,6 em agosto, mantendo-se acima do patamar de 50 (que separa crescimento de contração) pelo décimo sexto mês seguido. O superávit comercial, por outro lado, decepcionou: foram US$ 4,3 bilhões em setembro, segundo o Ministério da Economia, o que representa uma queda de 15% pela média diária sobre o mesmo mês de 2020. O resultado veio abaixo dos US$ 4,5 bilhões esperados por economistas ouvidos pela Reuters.

Em Wall Street, o dia também foi de ganhos, com as ações da Merck (MRK) fechando em alta de 8,37% e puxando o índice Dow Jones, que subiu 1,43%, a 34.326. As baixas dos últimos dias levaram a um movimento comprador no mercado que sustentou o Nasdaq e o S&P 500 neste pregão; os índices avançaram 0,82% e 1,15%, a 14.566 e 4.357 pontos, respectivamente.

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O dólar fechou em baixa de 1,42%, a R$ 5,3684 na venda. A cotação refletiu a combinação de deterioração do sentimento externo, riscos em torno da China e das políticas monetária e fiscal dos EUA, e persistente temor de aventuras com as contas públicas no Brasil em um momento de inflação persistente.

O recuo da moeda, no entanto, apenas amenizou a alta de 0,47% acumulada na semana, a quarta consecutiva de ganhos. Trata-se da série de aumento mais longa desde a mesma sequência de quatro altas entre as semanas findas em 11 de setembro e 2 de outubro de 2020. (Com Reuters)

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