IEA vê crise energética como ameaça para recuperação econômica global

Petróleo e gás natural dispararam recentemente para máximas, fazendo com que os preços da energia subissem para níveis recordes.

Redação
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Christian Hartmann/Reuters
Christian Hartmann/Reuters

Escassez generalizada de energia irá aumentar a demanda mundial por petróleo

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A crise energética global deve aumentar a demanda de petróleo em meio milhão de bpd (barris por dia) e pode impulsionar a inflação e desacelerar a recuperação mundial pós-pandemia de Covid-19, afirmou a IEA (Agência Internacional de Energia) hoje (14).

Os preços do petróleo e do gás natural dispararam recentemente para máximas em vários anos, fazendo com que os preços da energia subissem para níveis recordes à medida que a escassez generalizada de energia atinge a Ásia e a Europa.

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“Os preços recordes do carvão e do gás, bem como apagões contínuos, estão levando o setor de energia e as indústrias intensivas em energia a recorrer ao petróleo para manter as luzes acesas e as operações funcionando”, disse a IEA em seu relatório mensal sobre o petróleo.

“Os preços mais altos da energia também aumentam as pressões inflacionárias que, junto com as quedas de energia, podem levar à redução da atividade industrial e à desaceleração da recuperação econômica.”

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Como resultado, a demanda global de petróleo no próximo ano está projetada para se recuperar aos níveis anteriores à pandemia, acrescentou a agência com sede em Paris, que fez revisões para cima em suas previsões de demanda para este ano e 2022, aumentando-as em 170.000 bpd e 210.000 bpd, respectivamente.

Um aumento na demanda no último trimestre levou à maior redução de estoques de produtos de petróleo em oito anos, disse, enquanto os níveis de armazenamento nos países da OCDE foram os mais baixos desde o início de 2015.

A IEA estimou que o grupo de produtores Opep+ deve bombear 700.000 bpd abaixo da demanda estimada por seu petróleo no quarto trimestre deste ano, o que significa que a demanda ultrapassará a oferta pelo menos até o final de 2021.

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A capacidade de produção sobressalente do grupo deve encolher rapidamente, alertou, de 9 milhões de bpd no primeiro trimestre deste ano para apenas 4 milhões de bpd no segundo trimestre de 2022.

Essa capacidade de produção está concentrada em um pequeno punhado de países do Oriente Médio, disse, e seu declínio ressalta a necessidade de aumentar o investimento para atender à demanda futura.

“Um aumento nos gastos com transições de energia limpa fornece o caminho a seguir, mas isso precisa acontecer rapidamente ou os mercados globais de energia enfrentarão um caminho acidentado pela frente”, informou o relatório. (Com Reuters)

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