Petrobras supera expectativas e tem lucro de R$ 31,14 bilhões no 3º trimestre

O valor superou com folga estimativa de analistas feita pela Refinitiv, que previa lucro líquido de R$ 20 bilhões.

Redação
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A Petrobras teve lucro líquido de R$ 31,14 bilhões no terceiro trimestre, contra prejuízo líquido de R$ 1,55 bilhão no mesmo período de 2020, com impulso de itens não recorrentes, informou hoje (28) a companhia, que também bateu sua meta de redução de dívida.

O valor superou com folga estimativa de analistas feita pela Refinitiv, que previa lucro líquido de R$ 20 bilhões.

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O resultado foi comemorado pelo presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, que ressaltou que a empresa bateu a meta de dívida bruta antes da hora e aprovou remunerações adicionais aos acionistas, o que inclui o governo federal.

“Atingimos nossa meta de endividamento muito antes do planejado e estamos dividindo parte das riquezas geradas com a sociedade e nossos acionistas através de impostos, dividendos, criação de empregos e investimentos“, disse em nota o presidente da Petrobras.

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O conselho da Petrobras aprovou nesta quinta-feira o pagamento de nova antecipação da remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2021, de R$ 31,8 bilhões, ou o equivalente a R$ 2,437865 bruto por ação preferencial e ordinária em circulação.

Essa distribuição se soma aos R$ 31,6 bilhões anunciados em 4 de agosto, totalizando R$ 63,4 bilhões em antecipação aos acionistas relativa ao exercício de 2021.

A notícia vem no mesmo dia em que o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que a petroleira estatal tem que ter um papel social e “tem que ser uma empresa que dê um lucro não muito alto como tem dado”, quando voltou a questionar a política de preços da empresa.

A dívida bruta da petroleira estatal atingiu US$ 59,6 bilhões, ante US$ 63,7 bilhões no trimestre anterior, atingindo então a meta de US$ 60 bilhões, prevista anteriormente para o fim de 2022.

A relação dívida bruta/Ebitda ajustado diminuiu significativamente, passando de 1,78 vez em 30 de junho para 1,45 vez em 30 de setembro.

ITENS NÃO RECORRENTES

Dentre os principais impactos para o lucro, a Petrobras destacou reversão de baixa contábil devido à revisão da curva do petróleo Brent de curto prazo e o ganho com o recebimento pelo acordo de coparticipação referente ao excedente da Cessão Onerosa do campo de Búzios, disse a empresa.

O resultado também foi beneficiado com os efeitos da não incidência do imposto de renda (IRPJ) e da contribuição social (CSLL) sobre os valores correspondentes à taxa básica de juros Selic aplicada a indébitos tributários, após uma decisão do Supremo Tribunal Federal.

Excluindo os efeitos não recorrentes, o lucro líquido teria sido de R$ 17,4 bilhões, informou a companhia.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou R$ 60,74 bilhões entre julho e setembro, alta de 81,7% na comparação anual.

O Ebitda alcançado reflete principalmente a valorização dos preços do Brent e o aumento do volume de vendas no mercado interno.

A receita liquida da companhia alcançou no terceiro trimestre R$ 121,6 bilhões, alta de 71,9% na comparação com um ano antes a avanço de 9,8% versus o trimestre anterior, devido principalmente à valorização do Brent, ao aumento dos volumes e preços de derivados no mercado interno e à maior receita de gás natural e energia elétrica. (Com Reuters)

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