Política monetária mais dura não impediria alta do dólar frente ao real, diz Morgan Stanley

Para o banco norte-americano, uma guinada "hawkish" é uma condição necessária para ajudar a conter parte da volatilidade no câmbio.

Redação
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Dado Ruvic/Reuters
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Um Banco Central mais duro na política monetária não seria suficiente para reverter a direção de alta do dólar contra o real neste momento, avaliou o Morgan Stanley em nota na qual recomendou posicionamento no mercado de opções tendo como barreira dólar de R$ 5,90.

Para o banco norte-americano, uma guinada “hawkish” (para uma política monetária mais restritiva) é uma condição necessária para ajudar a conter parte da volatilidade no câmbio, particularmente porque os preços dos ativos sugerem que o mercado atualmente vê o Bacen como a principal âncora para a estabilidade financeira.

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“No entanto, embora uma aceleração no ritmo de aumentos dos juros limitasse parte da potencial performance mais fraca do câmbio, não vemos isso como suficiente para reverter a trajetória de alta do dólar ante o real”, disseram profissionais do banco em relatório.

O BC decide o rumo da Selic na próxima semana.

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“Notamos que as manchetes recentes apontam mais ruído fiscal à frente, como detalhes em torno da implementação do programa Auxílio Brasil a serem acertados entre governo e Congresso.”

Assim, o Morgan recomenda posição em “knock-out calls” em opções de dólar/real para três meses ATMF (no dinheiro, ou seja, com preço do ativo objeto igual ou muito próximo ao do exercício). “Knock-out calls” envolvem uma estratégia de opção com barreiras – no caso, de R$ 5,90 por dólar. Na prática, a recomendação indica percepção de que o dólar pode se aproximar desse patamar.

“É uma aposta com custo atraente numa trajetória de baixa do real nas próximas semanas”, disseram os profissionais do Morgan. O dólar foi acima de R$ 5,75 hoje (22), nos picos desde abril. (Com Reuters)

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