Por que investir em estratégia é melhor do que só escolher ações

Fatores emocionais podem afetar a definição de um portfólio e limitar a diversificação dos investimentos.

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A maioria dos investidores individuais não tem tempo nem recursos para escolher ações com sucesso

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Independentemente de quão familiarizado o indivíduo esteja com uma empresa e seu desempenho no passado, ou quão positiva seja a trajetória que ele imagina para o futuro, a escolha de ações acarreta um risco. Para essa definição, um nível avançado de esforço e um grande comprometimento de tempo são necessários. Por isso, investir em estratégias, não apenas em ações, é uma jogada que vale a pena. Veja alguns motivos:

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1. O investidor está quase sempre atrasado para o jogo

A realidade é que a maioria dos investidores individuais está atrasada. No momento em que uma empresa compartilha seu desempenho impressionante com o público por meio de um relatório de lucros trimestrais, é provável que o valor das ações já tenha sido ajustado.

O mesmo ocorre quando uma empresa se transforma em um navio naufragando – o valor provavelmente já foi alterado de acordo com o cenário. Isso porque investidores sofisticados e profissionais já fizeram seus movimentos, e esses movimentos influenciaram o preço de mercado.

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2. Ninguém pode realmente prever o futuro.

Apesar de horas e horas de pesquisa para ajudar a prever o desempenho, ainda há espaço para acontecimentos entrarem em ação e mudarem uma trajetória.

Eventos como uma pandemia sem precedentes, desastres naturais, o surgimento de tecnologia revolucionária e novas leis e regulamentações podem causar um grande impacto nas fortunas de uma única empresa de maneiras imprevisíveis.

3. Você não tem as ferramentas.

A maioria dos investidores individuais não tem tempo nem recursos para escolher ações com sucesso. Ter como base boatos para essa decisão significa também um atraso na obtenção da informação.

A escolha de ações requer tempo dedicado para manter ativamente a par dos relatórios de lucros, comunicados da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ou na SEC, órgão regulador do mercado de capitais dos EUA, por exemplo.

Os profissionais podem fazer isso porque usam análises quantitativas e modelos baseados em big data para ajudá-los a identificar oportunidades. Mas os investidores de varejo, normalmente, não têm esses recursos poderosos à sua disposição.

4. A seleção de papéis limita a diversificação.

A seleção de ações limita significativamente sua exposição a diferentes classes de ativos e setores. Investir em ações individuais em vez de estratégias diversificadas é o mesmo que colocar todos os ovos na mesma cesta. Esse pacote de ações pode ter ganhos, mas também registrar fortes quedas.

A diversificação ajuda a reduzir a volatilidade de portfólio ao longo do tempo. Ao investir em vários ativos em todos os setores, você equilibra melhor o risco e a recompensa.

5. A escolha de ações pode ser emocional.

As decisões de investimento devem ser baseadas na lógica, não na emoção. E, ainda assim, muitos investidores impulsivamente escolhem e vendem ações porque estão animados ou com medo. É importante desconsiderar eventual apego à empresa na qual se investiu, especialmente se gastou dinheiro e tempo estudando sobre ela. Esse apego emocional pode prejudicar o julgamento de quando é hora de se desfazer do papel.

6. A escolha de ações é cara.

Há um gasto com custos de comissão e taxas de gerenciamento, muitas vezes ocultas, quando se investe em ações separadamente, em vez de em estratégias de um conjunto desses ativos, ETFs, criptomoedas, etc. É possível ganhar mais dinheiro ao distribuir os investimentos em estratégias, mesmo que eles não tenham um desempenho particularmente relevante.

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