Vice-presidente do BCE sinaliza fator estrutural no aumento da inflação

O BCE espera oficialmente que o aumento dos preços na zona do euro, que atingiu 3,4% no mês passado, desacelere.

Redação
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Johanna Geron/Reuters
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Vice-presidente do BCE, Luis de Guindos

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O recente salto da inflação na zona do euro tem as interrupções na oferta como motor estrutural e o Banco Central Europeu deve estar atento a qualquer sinal de aumento nos salários, disse o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, hoje (4).

O BCE espera oficialmente que o aumento dos preços na zona do euro, que atingiu 3,4% no mês passado, desacelere para abaixo da meta de 2% no ano que vem, mas muitos dentro do banco temem que a inflação se mostre mais persistente.

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De Guindos repetiu as projeções do BCE, mas advertiu que alguns dos fatores do recente aumento da inflação, como gargalos de oferta e maiores custos de energia, estavam tendo um impacto “estrutural” e podem afetar as expectativas dos trabalhadores e as demandas salariais.

“Este aumento da inflação não está apenas respondendo a efeitos de base, mas também há um componente que terá um impacto mais estrutural”, disse de Guindos em evento na Espanha.

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“Isso está tendo um impacto que vai além do que esperávamos há apenas alguns meses.”

Ele acrescentou que a resposta da política monetária do BCE teria que mudar se a inflação se tornar permanente como resultado de esses fatores durarem mais do que o esperado ou começarem a ter impacto nas negociações salariais.

De Guindos disse que, se a atividade econômica se normalizar e a pandemia retroceder, o Programa de Compra de Emergência da Pandemia (PEPP) do BCE “terá cumprido sua missão”. (Com Reuters)

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