Ações da Telefônica Brasil e TIM têm forte alta após votação no STF sobre ICMS

Ministros do Supremo formaram maioria para reduzir o ICMS para serviços de telecomunicações em SC, em decisão que poderá ser aplicada a todo país.

Redação
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Os papéis da Telefônica Brasil e da TIM subiram mais de 4% e 13%, respectivamente

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As ações da Telefônica Brasil e da TIM disparavam hoje (19), após ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) formarem maioria pela redução do ICMS para serviços de telecomunicações em Santa Catarina, em decisão que poderá ser aplicada a todos os Estados do país.

Por volta de 10:40, as ações da Telefônica Brasil avançavam 4,39%, a R$ 51,80, tendo atingido uma máxima histórica intradia a R$ 53,96 no melhor momento, quando subiu 8,75%. Os papéis da TIM subiam 4,06%, a R$ 13,34, após avançarem 8,42%, a R$ 13,90, na máxima mais cedo. No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,66%.

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Para analistas do BTG Pactual, a notícia é bastante positiva para as empresas de telecomunicações. Eles estimam que a decisão pode fazer com que a alíquota do imposto caia entre 7 a 10 pontos percentuais, dependendo do Estado, conforme relatório enviado a clientes mais cedo.

“Se assumirmos que toda a redução do ICMS fluirá para o Ebitda das empresas de telecomunicações, estimamos que o impacto positivo no Ebitda fique na faixa de 12-20%”, escreveram Carlos Sequeira e Osni Carf.

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Eles afirmaram que, “naturalmente”, não esperam que as teles consigam ficar com todos os ganhos e sejam obrigadas a repassar para os preços pelo menos parte da redução do ICMS, mesmo assim veem a decisão como “muito positiva para as empresas de telecomunicações, pois a redução dos preços se traduzirá em maior utilização dos serviços de telecomunicações”.

Sequeira e Carf ressaltaram que apesar de constituída a maioria simples, com seis dos 11 ministros votando a favor da redução, a votação ainda não acabou. E que embora os ministros restantes não possam mudar a decisão, eles podem atrasar a decisão final.

“Além disso, para evitar um impacto ainda maior nas finanças dos Estados, é muito provável que alguma modulação seja associada à decisão. Por exemplo, parece claro que a decisão não será retroativa – ou seja, será válida a partir do próximo ano”, acrescentou a equipe do BTG Pactual. (Com Reuters)

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