Forbes Radar: Localiza, Drogasil, C&A e outros destaques corporativos

Últimas notícias sobre: Localiza, Raia, Drogasil, Mater Dei, C&A, PetroRIo, Braskem, Carrefour, Boing e Aliexpress.

Mariangela Castro
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No Forbes Radar de hoje (10), a empresa de aluguel de carros Localiza divulga lucro líquido de R$ 671,4 milhões para o terceiro trimestre de 2021, mais que o dobro do registrado no mesmo trimestre de 2020.

Já a RD, dona das redes de farmácias Raia e Drogasil, teve lucro praticamente estável no terceiro trimestre, de R$ 173,6 milhões de julho a setembro, em comparação com R$ 172,9 milhões registrados um ano antes.

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Ainda hoje, o mercado aguarda a divulgação dos resultados operacionais de Banrisul (BRSR6), SulAmerica (SULA11) e IRB Brasil (IRBR3). Amanhã (11), a B3 (B3SA3) divulga seus resultados.

Veja estes e outros destaques corporativos do dia:

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Localiza (RENT3)

A Localiza divulgou ontem (9) lucro líquido de R$ 671,4 milhões para o terceiro trimestre, mais que o dobro de um ano antes, com impulso da demanda forte e ganho fiscal devido a mudança na depreciação de veículos para aluguel.

A maior companhia de aluguel de veículos do Brasil teve um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 1,19 bilhão de julho a setembro, salto de 83% sobre um ano antes.

Analistas, em média, esperavam que a Localiza apresentasse lucro líquido de R$ 448 milhões de reais e Ebitda de 883 milhões, segundo dados da Refinitiv. Apesar da diária média de aluguel de veículos ter disparado quase 38% ano a ano, para R$ 92, a taxa de utilização dos veículos da frota da companhia subiu de 75,9% para 81,3%.

O desempenho foi similar ao da Unidas, com quem a Localiza tenta uma fusão que está sendo analisada pelo Cade. Na semana passada, a Unidas, segunda maior do setor no país, reportou um aumento de 29% na tarifa média de aluguel de veículos, para R$ 80, e lucro mais que duas vezes maiores que no terceiro trimestre do ano passado.

A Localiza afirmou que aplicação da vida útil revisada para os demais carros da frota dependerá de novos laudos. A companhia terminou setembro com uma frota de 273,2 mil carros, queda de cerca de 2% sobre o final de 2020. A venda de veículos pela companhia despencou 52% no trimestre sobre um ano antes, para 21.620 unidades, enquanto o preço médio de venda subiu 34,5%, para 60,5 mil reais, afirmou a empresa.

Raia e Drogasil (RADL3)

A RD, dona das redes de farmácias Raia e Drogasil, teve lucro praticamente estável no terceiro trimestre, uma vez que maiores despesas ligadas à sua estratégia de digitalização ofuscaram o aumento da receita oriunda de seu plano de crescimento acelerado.

A companhia anunciou ontem (9) que teve lucro líquido ajustado de R$ 173,6 milhões de julho a setembro, praticamente estável sobre os R$ 172,9 milhões de um ano antes. A receita bruta consolidada somou R$ 6,53 bilhões, alta de 21,2% sobre um ano antes. As vendas na mesma base de lojas cresceram 14,9%. Mas o faturamento foi incrementado com a abertura de quase 200 novas lojas no comparativo anual.

Com a inauguração de 52 unidades e fechamento de 12 no trimestre, a RD terminou setembro com 2.414 unidades em operação. O resultado operacional da RD medido pelo lucro antes de impostos, juros, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado totalizou R$ 446,2 milhões no trimestre, crescimento de 12%, mas a margem Ebitda recuou 0,6 ponto percentual, para 6,8%, devido a investimentos para viabilizar a nova estratégia.

As despesas com vendas no trimestre somaram R$ 1,16 bilhão, equivalente a 17,8% da receita bruta, uma diluição de 0,1 ponto percentual ante mesmo período do ano anterior. A RD afirmou ter ganhado participação de mercado no trimestre em todas as seis regiões do país.

Mater Dei (MATD3)

Ainda na temporada de balanços, a Mater Dei teve lucro líquido de R$ 43,6 milhões no terceiro trimestre de 2021, alta de 19% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida da empresa cresceu cerca de 23,1% na comparação entre os dois anos, para R$ 240 milhões.

C&A (CEAB3)

A varejista de moda C&A informou ontem (9) que conclui uma negociação com o Bradesco para recomprar o direito de oferecer seu próprios produtos financeiros. Por meio de fato relevante, a C&A explicou que “investirá” R$ 415 milhões para recomprar o direito, que era exclusivo do Bradesco. Com isso, a C&A lançará em dezembro sua solução de pagamento própria, o C&A Pay.

PetroRio (PRIO3)

A PetroRio divulgou alta de 1,40% na produção total de petróleo em outubro, em comparação com setembro. No mês, foram produzidos 31.480 barris de óleo por dia. Apesar do crescimento, a empresa destaque que a produção foi afetada pela interrupção de dois poços no campo de Tubarão Martelo. O volume de vendas na empresa teve alta de 77,91% no mês, para 1.922.251 barris de óleo.

Braskem (BRKM5)

A petroquímica Braskem passou de prejuízo para lucro no terceiro trimestre, após ter vendido maiores volumes e a preços maiores, tanto no Brasil quanto no exterior. A companhia anunciou ontem (9) que teve lucro líquido de R$ 3,54 bilhões no terceiro trimestre, ante prejuízo de 1,41 bilhão em igual etapa de 2020.

O lucro foi impulsionado por um salto de 77% da receita líquida ano a ano, para R$ 28,3 bilhões, refletindo aumento dos volumes e dos spreads praticados. O resultado operacional recorrente de R$ 7,67 bilhões, um salto de 109% ano a ano, refletiu maiores spreads de seus principais químicos no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa e no México, além dos maiores volumes de vendas, em função da retomada da demanda após impacto do Covid-19.

O resultado operacional teve queda de 18%, num desempenho contrário ao de um ano antes. Não ficou imediatamente claro se o desempenho do terceiro trimestre é comparável com o lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) previsto pela média de analistas da Refinitiv para o período, de R$ 8,32 bilhões.

Carrefour Brasil (CRFB3)

O Carrefour Brasil divulgou ontem (9) lucro líquido ajustado de R$ 621 milhões para o terceiro trimestre, queda de 18% em relação a um ano antes. A companhia apurou resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 1,48 bilhão para o período, crescimento de cerca de 11%.

Analistas, em média, esperavam Ebitda de R$ 1,38 bilhão para o grupo entre julho e setembro, segundo dados da Refinitiv. O Carrefour Brasil, também dono da maior bandeira de atacarejo do país, Atacadão, teve queda nas vendas mesmas lojas no consolidado do grupo. O recuo, excluindo da conta postos de combustível, foi de 1,8% na comparação com um ano antes, quando o Atacadão apurou crescimento de 25,8%. Leia aqui a notícia completa.

Boeing (BOEI34)

A Boeing anunciou ontem (9) que as entregas de aeronaves caíram para 27 unidades em outubro e que o projeto do 787 continua paralisado. Foram oito unidades a menos que em setembro, mas 14 a mais que em outubro do ano passado.

Das 27 aeronaves despachadas a clientes pela Boeing no mês passado, 18 foram do modelo 737 MAX, sendo seis destas para a companhia europeia Ryanair. A empresa também entregou duas unidades executivas do 737-800 para um comprador que não foi identificado e duas aeronaves de patrulha marítima P-8 para a Marinha dos Estados Unidos. Leia aqui a notícia completa.

AliExpress

O AliExpress anunciou ontem (9) que ampliou de cinco para seis o número de voos fretados semanais de mercadorias da China para o Brasil e está reforçando suas parcerias para oferecer logística integrada para vendedores locais.

A companhia, controlada pelo Alibaba, freta semanalmente 80 voos no mundo para transportar as mercadorias compradas por clientes do AliExpress em cerca de 220 países, disse o presidente do marketplace no Brasil, Yan Di, a jornalistas. Leia aqui a notícia completa.

(Com Reuters)

 

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