Governo central tem superávit primário de R$ 28,2 bilhões em outubro

Já as despesas totais sofreram contração de 15,4%, a R$ 127,989 bilhões.

Redação
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Bruno Domingos/Reuters
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O governo central teve superávit primário de R$ 28,195 bilhões

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O governo central, formado por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, teve superávit primário de R$ 28,195 bilhões em outubro, ajudado por um crescimento nas receitas enquanto as despesas caíram fortemente na comparação com igual mês do ano passado, divulgou o Tesouro hoje (29).

O dado veio em linha com projeção de um superávit de R$ 28 bilhões apontado em pesquisa Reuters com analistas.

Em outubro, a receita líquida do governo central subiu 5,9% sobre o mesmo mês de 2020, a R$ 156,184 bilhões, com auxílio da arrecadação extraordinária de R$ 5 bilhões de impostos sobre a renda das empresas e aumento de R$ 7,9 bilhões na arrecadação relativa à exploração de recursos naturais, linha que tem sido beneficiada pela alta no preço do petróleo.

Já as despesas totais sofreram contração de 15,4%, a R$ 127,989 bilhões, fundamentalmente pela queda nos gastos associados ao enfrentamento da pandemia, que foram muito mais altos em 2020.

Em outubro do ano passado, o governo central registrou um déficit primário de R$ 3,419 bilhões .

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No acumulado de janeiro a outubro deste ano, as contas públicas acumulam um déficit de R$ 53,404 bilhões, ante um rombo de R$ 680,865 bilhões em igual etapa de 2020. Em 12 meses, o déficit primário é de R$ 123,2 bilhões, equivalente a 1,4% do PIB (Produto Interno Bruto).

Para o ano, a expectativa mais recente do Ministério da Economia é de um déficit primário de R$ 95,8 bilhões, número que foi melhorado em função do desempenho mais positivo que o esperado da arrecadação.

Numa demonstração da surpresa positiva nessa frente, em abril a projeção oficial do Ministério da Economia era de um déficit muito maior, de R$ 286 bilhões para o ano.

Em nota, o Tesouro ressaltou que o melhor desempenho primário só é possível “devido à manutenção de uma regra fiscal que contenha o crescimento real das despesas públicas”.

“Não obstante o desempenho fiscal bem acima do esperado em 2021, o país vai fechar o ano com um nível de endividamento bruto ainda consideravelmente superior à média apresentada por países com grau de desenvolvimento semelhante”, completou.

Em relatório divulgado à parte, o Tesouro estimou que a dívida bruta fechará este ano em 80,6% do PIB, melhora frente ao patamar de 88,8% em 2020. Até 2030, contudo, o país ainda não terá conseguido voltar ao patamar pré-crise, nas contas do Tesouro. (Com Reuters)

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