Ibovespa abre em alta com balanços financeiros aquecidos

Dólar avança 0,30% ante o real às 10h10, sendo negociado a R$ 5,4202 .

Vitória Fernandes
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O Ibovespa opera em alta na abertura do pregão de hoje (12), subindo 0,10%, a 107.620 pontos perto das 10h10, horário de Brasília. O mercado doméstico repercute resultados corporativos, enquanto segue atento às decisões fiscais em Brasília. No cenário internacional, os investidores seguem de olho na inflação, enquanto índices mostram viés de alta nos EUA. O dólar avança 0,30% ante o real às 10h10, a moeda era negociada a R$ 5,4202.

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O volume do setor de serviços do Brasil caiu 0,6% em setembro em relação a agosto e teve alta de 11,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Nos balanços corporativos, a Raízen, gigante do setor de açúcar, energia renovável e distribuição de combustíveis, informou que seu lucro líquido ajustado mais que dobrou no segundo trimestre do ano-safra 2021/22 comparado ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 1,1 bilhão.

A CCR teve forte aumento do lucro no terceiro trimestre, beneficiada pela recuperação do tráfego nas rodovias com a gradual retomada da atividade econômica devido ao arrefecimento da pandemia. A empresa teve lucro comparável de R$ 180,9 milhões de julho a setembro, aumento de cerca de 53% sobre um ano antes. Em termos consolidados, o lucro evoluiu 55,5%.

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A Sabesp registrou lucro líquido de R$ 468,6 milhões no trimestre, alta de 11,1% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados hoje.

Mercados internacionais

Nos Estados Unidos, os investidores seguem com receio da alta da inflação, divulgada na quarta-feira (10). Mesmo assim, índices mostram viés de alta no início do dia.

Na Ásia, as ações da China fecharam em baixa nesta sexta-feira, uma vez que os papéis de incorporadoras recuaram após registrarem compras na sessão anterior diante de apostas de alívio nas políticas do setor imobiliário.

Banqueiros e analistas, no entanto, disseram que a China vai permanecer firme com as medidas para conter o empréstimo excessivo por incorporadoras imobiliárias mesmo que faça mudanças em financiamentos para ajudar compradores e atender a uma demanda “razoável” em meio à crise de liquidez na indústria.

O Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 0,32%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 1,28%. Já na China continental, o índice Shanghai perdeu 0,21%; e no Japão, o Nikkei avançou 1,13%.

Na Europa, a inflação pode cair mais lentamente do que o esperado antes, em parte devido aos persistentes gargalos de oferta, mas o Banco Central Europeu não deve reagir com exagero removendo o estímulo rápido demais, disseram duas autoridades do BCE nesta sexta-feira.

A inflação foi acima de 4% no mês passado, mais de duas vezes a meta de 2% do BCE, devido ao aumento dos preços de energia e aos gargalos da cadeia de oferta da indústria, que estão sendo problemas maiores do que o imaginado há apenas algumas semanas.

Por lá, a produção industrial caiu menos do que o esperado em setembro, mostraram dados nesta sexta-feira, deixando a alta na comparação com o mesmo mês do ano anterior acima do esperado devido ao aumento na fabricação de bens de consumo não duráveis.

A agência de estatísticas da União Europeia (Eurostat), informou que a produção industrial nos 19 países que usam o euro caiu 0,2% em setembro sobre o mês anterior, registrando aumento de 5,2% na comparação anual.

Na zona do euro, as bolsas operam em leve alta O Stoxx 600 ganhava 0,38%; na Alemanha, o DAX subia 0,16%; o CAC 40 em alta de 0,40% na França; na Itália, o FTSE MIB cai 0,01%; enquanto o FTSE 100 tem desvalorização de 0,41% no Reino Unido.

Commodities

Os preços do minério de ferro se aproximavam de uma quinta queda semanal consecutiva na sexta-feira, com as preocupações pela fraca demanda por matéria-prima na principal produtora de aço, a China, superando as esperanças de um afrouxamento das restrições ao financiamento no setor imobiliário do país, abalado por dívidas.

O minério de ferro mais negociado para entrega em janeiro na Bolsa de Commodities de Dalian fechou em queda de 1,6%, a 546,50 iuanes (85,48 dólares) a tonelada, e próximo de uma queda semanal de quase 3%.

O vergalhão de aço para construção na Bolsa de Futuros de Xangai caiu 2,3% após um salto de 5% na sessão anterior, enquanto a bobina a quente caiu 1%. O aço inoxidável caiu 2,1%. O carvão metalúrgico em Dalian caiu 4,9%, enquanto o coque recuou 2,9%.

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