Ibovespa abre em leve alta com aprovação da PEC dos Precatórios em primeiro turno

Dólar sobe após decisão do Fed sobre a política monetária.

Vitória Fernandes
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O Ibovespa opera próximo da estabilidade na abertura do pregão de hoje (04), a 105.617 pontos perto das 10h10, horário de Brasília. O mercado doméstico repercute a aprovação em primeiro turno da PEC dos Precatórios, na Câmara dos Deputados, e aguarda o resultado do leilão de 5G. No mercado internacional, o ritmo está sendo ditado pela decisão do Federal Reserve sobre a política monetária e pelos movimentos mundiais de contenção à inflação. O dólar avança ante o real. Às 10h10, a moeda era negociada em alta de 0,40%, a R$ 5,6118.

Na madrugada desta quinta, a Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o pagamento dos precatórios e abre espaço fiscal para o pagamento de um benefício social de R$ 400 até o final de 2022.

O texto-base da PEC foi aprovado por 312 votos a 144. Após a votação dos destaques, a matéria terá de ser aprovada em segundo turno na Casa, quando serão necessários novamente os votos favoráveis de ao menos 308 parlamentares.

Após a aprovação em dois turnos na Câmara, a responsabilidade será do Senado, onde serão necessários os votos favoráveis de 49 dos 81 senadores, também em dois turnos de votação.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção industrial brasileira registrou queda de 0,4% em setembro na comparação com o mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a produção caiu 3,9%. Ao mesmo tempo, as vendas tiveram uma alta de 4,7% em outubro, com 162,4 mil unidades. Na comparação anual, houve uma queda de 24,5%.

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Mercados internacionais

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve informou, na tarde de ontem (3), que começará a reduzir suas compras mensais de títulos em novembro e tem planos de encerrá-las em 2022, mas manteve a opinião de que a inflação alta no país será “transitória” e provavelmente não exigirá um aumento rápido dos juros.

No entanto, o banco central norte-americano apontou dificuldades globais de oferta como mais um risco à inflação, afirmando que esses fatores “devem ser transitórios”, mas que precisarão diminuir para garantir a esperada desaceleração da inflação.

Por lá, os pedidos de auxílio-desemprego no país bateram 269 mil na semana encerrada em 30 de outubro, resultado melhor que a projeção de 275 mil pedidos esperados pelo mercado e menor também que o resultado de 283 mil pedidos da semana anterior.

Na Ásia, o mercado acionário da China avançou nesta quinta-feira após três sessões seguidas de perdas, impulsionado pelos setores automobilístico e de consumo. O movimento ocorreu um dia depois de o governo aconselhar as pessoas a estocarem produtos essenciais para o inverno e de algumas empresas de alimentos elevarem os preços.

Assim, o setor de consumo básico avançou 2,8%, com os produtores de bebidas alcoólicas saltando 4,3%, enquanto as montadoras subiram tiveram alta de 3,9%.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,80%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em estabilidade. Já na China continental, o índice Shanghai ganhou 0,99%; e no Japão, o índice Nikkei avançou 0,93%.

Na Europa, a atividade empresarial cresceu no ritmo mais fraco em seis meses em outubro, uma vez que os gargalos da cadeia de oferta e questões logísticas relacionadas à pandemia de Covid-19 levaram os preços de insumos a subir no ritmo mais forte em mais de duas décadas, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI).

As restrições governamentais estão sendo levantadas no bloco, mas a escassez de matéria-prima no setor industrial está impactando o crescimento, enquanto a demanda reprimida no setor de serviços perde força. Assim, o PMI Composto final da IHS Markit caiu para a mínima de seis meses de 54,2 em outubro de 56,2 em setembro, pouco abaixo da preliminar de 54,3.

Os preços ao produtor na zona do euro saltaram em setembro mais do que o esperado devido aos custos da energia, registrando a maior alta na série histórica, em um novo sinal das fortes pressões inflacionárias no bloco.

A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, estimou que os preços nos portões das fábricas dos 19 países subiram 2,7% em setembro sobre o mês anterior, avançando 16% em relação ao mesmo período do ano passado, no maior aumento já registrado para o bloco.

No mercado europeu, as bolsas operam em alta. O Stoxx 600 ganhava 0,35%; na Alemanha, o DAX subia 0,49%; o CAC 40 em alta de 0,39% na França; na Itália, o FTSE MIB subia 0,38%; enquanto o FTSE 100 tem valorização de 0,44% no Reino Unido.

No Reino Unido, o banco central deixou a taxa de juros inalterada, indo contra as expectativas dos investidores de um aumento que o tornaria o primeiro dos grandes bancos centrais do mundo a elevar os juros após a pandemia de Covid-19.

A instituição manteve viva a perspectiva de uma política monetária mais dura em breve, dizendo que provavelmente terá que elevar a taxa básica de sua mínima histórica de 0,1% “nos próximos meses” caso a economia tenha um desempenho mais fraco.

Commodities

Os contratos futuros do aço inoxidável chinês caíram mais de 2% nesta quinta-feira, com os traders antecipando uma alta produção este mês, após algumas regiões produtoras terem flexibilizado as restrições de energia. A produção planejada de aço inoxidável em novembro deve aumentar 14,39% em relação ao mês anterior, avaliaram analistas da GF Futures.

Os preços das matérias-primas para siderurgia na Bolsa de Commodity de Dalian foram mistos no fechamento. Os futuros do minério de ferro de referência subiram 0,3%, para 583 iuanes () por tonelada. Os futuros do carvão metalúrgico avançaram 1,5%, para 2.405 iuanes () por tonelada.
Os preços do coque, no entanto, recuaram de um ganho de 4,3% no início da sessão para encerrar em queda de 2,6%, em 3.035 iuanes () por tonelada.

E os preços do petróleo estão em alta. Por volta das 10h10 da manhã, os futuros do petróleo Brent subiam 2,96%, para US$ 83,22. (Com Reuters)

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