Ibovespa em alta com cenário fiscal indefinido

Dólar sobe em meio a espera dos dados de seguro-desemprego.

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O Ibovespa opera em alta de 0,30% na abertura do pregão de hoje (18), a 103.252 pontos perto das 10h10, horário de Brasília. No mercado doméstico, o risco fiscal, com incertezas sobre PEC dos Precatórios, segue como o principal ponto de preocupação. No cenário internacional, os investidores seguem atentos aos novos casos de coronavírus no mundo e receosos com a inflação. O dólar avança 0,30% ante o real. A moeda era negociada a R$ 5,5409.

Hoje, com o encerramento da temporada de balanços das empresas e uma agenda fraca de indicadores, as atenções se voltam novamente aos riscos fiscais.

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Em Brasília, o Senado debate uma alternativa à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que seja capaz de abrir espaço para financiar o Auxílio Brasil e ao mesmo tempo garantir o pagamento de precatórios, com a manutenção do teto de gastos. Para isso, os senadores avaliam acabar com emendas parlamentares que não são previstas legalmente pela Constituição.

No cenário corporativo, a Caixa Econômica Federal reportou nesta quinta-feira lucro líquido de R$ 3,2 bilhões no terceiro trimestre, alta de 69,7% frente ao mesmo período do ano passado. A carteira de crédito total encerrou setembro com um saldo de R$ 842,3 bilhões, crescimento de 11,3% em relação ao terceiro trimestre de 2020. A taxa de inadimplência encerrou o período em 2,16%.

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Mercados internacionais

Nos Estados Unidos, a representante comercial, Katherine Tai, disse que os EUA podem estabelecer uma nova estrutura econômica asiática com aliados e nações “amigas” já no próximo ano, noticiou a televisão pública NHK.

Os Estados Unidos e o Japão anunciaram na quarta-feira uma nova parceria comercial para impulsionar a cooperação em questões de trabalho, meio ambiente e comércio digital, com ênfase nas “preocupações com países terceiros”, uma referência às políticas econômicas da China.

Por lá, os investidores aguardam os dados semanais de seguro-desemprego.

As ações da China fecharam em baixa nesta quinta-feira, lideradas pelos papéis relacionados ao metaverso depois de a mídia estatal apontar que as pessoas precisam pensar racionalmente sobre o assunto, enquanto as incorporadoras imobiliárias caíram em meio a preocupações com a liquidez do setor. As ações de tecnologia da informação e de empresas de saúde caíram mais de 1,7% cada.

O presidente do banco central chinês, Yi Gang, afirmou hoje que a inflação global aumentou fortemente e a questão é “se essa pressão inflacionária é transitória ainda permanece em debate”.

“Novas variantes do vírus de Covid podem prejudicar a efetividade das vacinas, afetando as atividades econômicas e prejudicando as cadeias de oferta”, disse ele em uma conferência online em Budapeste.

A China, segunda maior economia do mundo, apresentou uma recuperação impressionante dos danos causados pela pandemia no ano passado.

No Japão, o novo pacote de estímulo vai incluir gastos recordes de cerca de US$ 488 bilhões para aliviar o impacto econômico da pandemia de Covid-19, informou o jornal Nikkei.

O Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 1,29%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em baixa de 0,62%. E na China continental, o índice Shanghai perdeu 0,99%; e no Japão, o índice Nikkei recuou 0,30%.

Na Europa, o Stoxx 600 perde 0,38%; na Alemanha, o DAX recua 0,82%; o CAC 40 tem alta de 0,15% na França; na Itália, o FTSE MIB cai 0,26%; enquanto o FTSE 100 desvaloriza 0,16% no Reino Unido.

Commodities

Os contratos futuros do minério de ferro na China despencaram na quinta-feira para o nível mais baixo em mais de um ano, arrastados por uma perspectiva sombria de demanda por produtos de aço e matérias-primas na maior produtora de aço do mundo.

O minério de ferro mais negociado para entrega em janeiro na Bolsa de Commodities de Dalian fechou em queda de 5,1%, a 511,50 iuanes (80,21 dólares) a tonelada, após atingir 510,50 iuanes no início da sessão, o menor valor desde 4 de novembro de 2020.

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