Ibovespa encerra o dia em queda puxado por novas projeções de contração econômica

O Magazine Luiza (MGLU3) foi o principal destaque negativo, encerrando em queda de 12,63%.

Isabella Velleda
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O Ibovespa fechou hoje (16) em queda de 1,82%, a 104.403 pontos, zerando os ganhos acumulados da semana passada. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma prévia do PIB brasileiro, pressionou o índice ao mostrar que a atividade econômica brasileira recuou 0,27% em setembro na comparação com agosto.

No Boletim Focus de hoje, especialistas demonstraram visão macroeconômica mais pessimista. Após a sexta queda seguida, a expectativa do PIB chegou a 0,93%, e a projeção para a inflação em 2021 subiu pela 32ª vez consecutiva, chegando a um IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) estimado em 9,77%.

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As ações da Vale, que apresentam peso expressivo na composição da carteira teórica do índice, encerraram o dia em baixa de 2,88%, seguindo a queda dos preços do minério de ferro na China. O recuo do Ibovespa também foi atribuído à realização de lucros após a alta da semana passada e a ajustes ao movimento de ADRs (recibos de ações negociadas nos Estados Unidos) na volta do feriado.

Suzano (SUZB3), Petrobras (PETR3) e GPA (PCAR3) foram os destaques positivos da sessão, fechando em altas de 3,50%, 1,51% e 1,45%, respectivamente. Já o Magazine Luiza (MGLU3) foi o principal destaque negativo, encerrando em queda de 12,63%, com a perspectiva de aumento das taxas de juros e na esteira de seu balanço corporativo, divulgado na última sexta-feira (12), pior do que o esperado. No acumulado dos últimos dois pregões, a varejista recuou 29%.

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Em Wall Street, os índices encerraram o dia no azul. O Dow Jones subiu 0,15%, a 36.142 pontos, o S&P 500 teve alta de 0,39%, a 4.700 pontos, e o Nasdaq registrou ganhos de 0,76%, a 15.973 pontos.

Segundo um relatório do Departamento do Comércio divulgado nesta terça, as vendas no varejo dos Estados Unidos subiram 1,7% em outubro, na terceira alta mensal consecutiva. O aumento veio um pouco mais cedo do que o esperado, indicando que os norte-americanos já iniciaram suas compras de fim de ano para evitar prateleiras vazias em meio a gargalos nas cadeias de abastecimento.

“Está bem claro que a inflação não está atrapalhando os consumidores. Isso pode servir como um voto de confiança, um sinal de que a economia ainda se recupera bem”, disse Mike Loewengart, diretor-gerente de estratégia de investimento da E-Trade Financial.

Um dos destaques positivos da sessão no exterior foi a varejista Home Depot, que subiu 5,73%, uma máxima recorde, depois que suas vendas superaram estimativas trimestrais em seu balanço corporativo divulgado mais cedo.

O dólar fechou em alta de 0,75%, negociado a R$ 5,4991 na venda, reagindo aos dados mais fortes do que o esperado no varejo dos EUA e à retomada dos temores sobre o risco fiscal do Brasil. O presidente Jair Bolsonaro disse hoje que a folga no teto de gastos a ser criada pela PEC dos Precatórios poderia ser utilizada para fins outros que o financiamento do Auxílio Brasil, alimentando receios sobre uma política fiscal ainda mais expansionista por parte do governo. (Com Reuters)

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