BCE reduz política de estímulos monetários adotada durante a pandemia

Ainda assim, o Banco Central Europeu prometeu apoio abundante para 2022.

Da Reuters
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Kai Pfaffenbach/Reuters
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Sede do BCE, em Frankfurt

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O BCE (Banco Central Europeu) cortou mais estímulos à economia da zona do euro hoje (16), mas prometeu apoio abundante para 2022, confirmando sua visão relaxada sobre a inflação e indicando que qualquer saída de anos de política monetária excepcionalmente estimulativa será lenta.

Com a economia da zona do euro agora de volta ao tamanho pré-pandemia, está aumentando a pressão sobre o banco para que ele siga seus pares globais e feche as torneiras de dinheiro. Mas as autoridades estão preocupadas com a possibilidade de que um recuo acelerado do estímulo possa desfazer anos de esforços para reacender a inflação, antes anêmica.

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“O Conselho do BCE avalia que o progresso na recuperação econômica e em direção à sua meta de inflação de médio prazo permite uma redução gradual no ritmo de suas compras de ativos nos próximos trimestres”, disse o órgão em um comunicado.

Mantendo sua abordagem incremental, o BCE cortará as compras de títulos sob seu PEPP (Programa de Compras de Emergência da Pandemia) de € 1,85 trilhão no próximo trimestre e encerrará o esquema em março, conforme esperado.

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No entanto, aumentará as compras de títulos sob seu APP (Programa de Compra de Ativos, na sigla em português), de maior duração, porém mais rígido, mantendo o BCE ativo no mercado. O banco central dos 19 países que compartilham o euro disse que considera o salto recente na inflação como temporário.

O BCE dobrará as compras para € 40 bilhões em títulos sob seu APP – já existente antes da pandemia – no segundo trimestre, antes de desacelerá-las para € 30 bilhões no terceiro trimestre.

A partir de outubro, as compras serão mantidas em € 20 bilhões pelo “tempo necessário” para reforçar o impacto acomodatício de suas taxas de juros, disse o banco.

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Embora a “recalibração” do BCE deva deixar as compras de ativos bem abaixo de seus níveis atuais, o corte efetivo provavelmente será muito menor, já que as novas emissões de títulos do governo diminuirão, de modo que o BCE continuará absorvendo a maior parte da nova dívida.

O banco também manteve sua orientação futura sobre os juros e compras de ativos, embora alguns esperassem pelo menos um ajuste por parte do órgão.

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