Fintech mexicana Clara chega oficialmente ao Brasil

Unicórnio do México oferece solução para gastos empresariais.

Isabella Velleda
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Caco Parise
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Gerry Giacomán Colier (esq.) e Diego García (dir.), cofundadores da Clara, e Layon Cosa (centro), country manager no Brasil

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A Clara, fintech de gestão de gastos empresarias avaliada em US$ 1 bilhão e que ganhou o título de unicórnio mexicano mais rápido da América Latina, inicia hoje (6) suas atividades no Brasil. Com cem clientes já garantidos, que incluem empresas mexicanas com operações no Brasil, a empresa aposta na alta adesão a fintechs do mercado brasileiro para alcançar empresas de todos os portes.

A fintech foi fundada em 2020 por Gerry Colyer e Diego García, que trabalharam juntos na empresa Grow Mobility, de aluguel de bicicletas e patinetes. Segundo Colyer, há uma grande demanda na América Latina por uma plataforma que facilite a organização de despesas no ambiente corporativo.

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“Isso é metade do que as empresas fazem”, diz o cofundador. “Elas ganham dinheiro de formas diferentes, mas todas têm que gerir seus recursos da melhor maneira possível.” Em parceria com a Mastercard, a Clara oferece cartões de crédito corporativos, que podem ser físicos ou digitais, sem tarifas ou anuidade.

Soluções semelhantes já existem no Brasil, como as plataformas Conta Simples e o Stark Bank. Layon Costa, country manager da Clara no país, diz que a parceria com uma instituição financeira já estabelecida é o que torna a empresa pioneira e permite também uma maior adesão aos seus serviços.

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A principal fonte de receita da Clara são as taxas de intercâmbio cobradas sobre as transações feitas com seus cartões. A fintech também cobra por alguns serviços premium, como acesso a lounges em aeroportos e seguros de viagem.

“Está tudo acontecendo muito rápido, e baseado no que vimos no México, pensamos que será possível, até o final de março do ano que vem, conquistar mil clientes no Brasil”, diz Costa. Segundo ele, a Clara já é utilizada por boa parte das startups mexicanas de destaque, bem como por grandes corporações que incluem companhias aéreas e montadoras.

Colyer revela que a empresa projeta receita de US$ 25 milhões para o ano que vem – a expectativa é que metade desse montante venha da operação brasileira. Para Costa, o otimismo com o país vem do fato de que os brasileiros estão acostumados a adotar soluções fornecidas por fintechs e a confiar seu dinheiro a elas. Ele cita como exemplo o Nubank, criado em 2013 e que hoje possui mais de 40 milhões de clientes no Brasil.

Até o final de 2022, o plano da empresa é estar presente em todas as principais economias da América Latina, incluindo Argentina, Colômbia, Chile, Panamá, Peru e Uruguai. “Somos latino-americanos, nos identificamos com a região e queremos ajudá-la a crescer”, diz Colyer.

A Clara concluiu na última semana uma rodada de investimentos série B que levantou US$ 70 milhões. Somado aos US$ 30 milhões da rodada série A, que foi liderada pela DST Global Partners e fundos como General Catalyst e Monashees, o aporte elevou a fintech ao status de unicórnio.

Os investimentos serão aplicados em desenvolvimento de tecnologia e na expansão da marca para novos mercados.

Costa destaca que a fintech tem cerca de 30 funcionários no Brasil e planeja triplicar esse número nos próximos meses. As vagas abertas incluem áreas de marketing, engenharia, operações e recursos humanos. “É uma boa oportunidade para quem está em busca de um novo desafio e quer ajudar executivos a terem um maior controle sobre suas despesas”, diz ele.

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