Conheça fundos e outras opções para investir em água

Empresas listadas na B3 e fundos de investimentos internacionais são algumas das formas de incluir a commodity na carteira.

Vitória Fernandes
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Getty Images/Stefania Pelfini, La Waziya Photography
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Pensando além da B3, é possível investir nas empresas do setor listadas fora do país, que é a dica do estrategista da XP

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Pode parecer estranho pensar em investir em água, ainda mais em um momento de crise hídrica no Brasil. Mas, ao contrário das aparências, muitos analistas veem a commodity como uma boa aposta para a carteira de investimentos, exatamente por ser um bem em escassez.

Para o economista do Insper Ricardo Humberto Rocha, a água pode ser a grande commodity do futuro. “Quando é esse futuro, não dá para saber, por fatores de sazonalidade e clima. Mas quem conseguir projetar de maneira mais precisa os impactos vai ter vantagens.”

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Existem algumas várias formas de investir em água e aproveitar o momento positivo. Uma delas é comprar ações de empresas de saneamento listadas na B3; também há fundos de investimentos focados na commodity, que na maioria das vezes são hospedados em bolsas estrangeiras.

Os especialistas Renato Eid Tucci, head de estratégias Beta e ESG da Itaú Asset, e Henrique Sana, estrategista de índices & ETFs da XP, afirmam que, o aumento da escassez de água deve beneficiar empresas que se relacionam de forma positiva com ela, se tornando assim boas oportunidades de investimento.

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Se o investidor optar por ações de empresas de saneamento, é possível pensar em algumas opções fortes no mercado, como a Sabesp (SBSP3), Sanepar (SAPR3) e Copasa (CSMG3), por exemplo. É importante lembrar de pesquisar as empresas e seus resultados antes de tomar qualquer decisão, assim como avaliar se a escolha faz sentido dentro da estratégia da carteira do investidor.

Pensando além da B3, é possível investir nas empresas do setor listadas fora do país, que é a dica do estrategista da XP.

“As companhias que estão melhor posicionadas são um pouco restritas [no Brasil], já que apenas quatro delas são avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. Nos Estados Unidos, há seis. Pensando por esse lado, se você quer investir em água por meio dessas companhias, pense fora do país”, diz Sana.

Outra opção para quem busca se expor a esse tipo de investimento é procurar por fundos temáticos, que reúnem ativos que trabalham de forma positiva com a água, independente do seu setor.

Já existem algumas opções no Brasil que replicam ETFs (fundos de índices) negociados em Wall Street focados na commodity, assim como fundos que reúnem empresas desse segmento de vários países, como o Itaú Index ESG Água, o XP Trend Água Tech e o Vítreo Água. O primeiro é voltado para investidores qualificados, enquanto o segundo e o terceiro são abertos a qualquer tipo de investidor.

De acordo com um levantamento realizado pela XP, de junho de 2020 a junho de 2021, o setor registrou US$ 9 bilhões investidos. Com aproximadamente 70 fundos voltados para a temática, o mercado mundial já tem US$ 42 bilhões de valor acumulado.

“Em praticamente um ano superamos o número de 1.700 cotistas, que já aplicaram mais de R$ 44 milhões. A tendência é de uma procura cada vez maior por este tipo de investimento, não só de água, mas também de outras frentes como fontes sustentáveis de energia, por exemplo”, diz Tucci sobre um dos fundos oferecidos pelo Itaú Asset.

Desde o ano passado, também é possível investir no setor por meio de contratos futuros, na Nasdaq. Para isso, é necessário ter maior experiência com investimentos, conhecimentos prévios sobre o mercado de água e conta em uma corretora internacional.

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