Ibovespa e Wall Street fecham em alta após dados de inflação domésticos

Apesar das quedas vistas nos últimos dias, as varejistas voltaram a operar no azul nesta sexta-feira.

Isabella Velleda
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O Ibovespa fechou hoje (10) em alta de 1,38%, a 107.758 pontos, em linha com os mercados internacionais. O clima de otimismo surgiu após a divulgação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que, apesar de mostrar avanço da inflação, trouxe um aumento menor do que o esperado por economistas.

O IPCA subiu 0,95% na comparação com outubro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ante expectativa de alta de 1,08% em pesquisa da Reuters. O resultado veio dois dias após o Banco Central definir a alta da Selic em 1,5 ponto-percentual, atingindo o patamar de 9,25% ao ano.

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“No geral, a alta da taxa Selic penaliza a renda variável, embora alguns setores possam ter vantagens nesse cenário, como bancos, companhias de gás, energia e saneamento básico. Já setores como construção civil, tecnologia e varejo acabam sofrendo mais”, diz Lucas Martins da Silva, líder de mesa de renda variável da Blue3.

Apesar das quedas vistas nos últimos dias, as varejistas voltaram a operar no azul nesta sexta-feira, Magazine Luiza (MGLU3), Via (VIIA3) e Americanas (AMER3) subiram 1,43%, 2,24% e 1,89%, respectivamente.

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Entre os destaques positivos do dia, os papéis da Méliuz (CASH3) subiram 15,82%. Banco Pan (BPAN4) e Cogna Educação (COGN3), também registraram avanços, de 15,91% e 9,27%, respectivamente. Praticamente todas as ações do Ibovespa fecharam no azul. O índice acumulou alta de 3% na semana.

Em Wall Street, a sessão também foi de altas. O Dow Jones subiu 0,60%, a 35.970 pontos; o S&P 500 ganhou 0,95%, a 4,712 pontos; e o Nasdaq registrou avanço de 0,73%, a 15.630 pontos.

Divulgado hoje, o relatório do Departamento do Trabalho mostrou que os preços ao consumidor norte-americano aceleraram 6,8% nos 12 meses até novembro, maior alta desde 1982. O aumento dos custos de bens e serviços, e restrições de oferta foram os principais fatores que contribuíram para a inflação norte-americana. Investidores acreditam que o dado poderá estimular o Federal Reserve, banco central norte-americano, a antecipar a redução de estímulos à economia.

“[A notícia dá] mais suporte ao Fed para acelerar o tapering [retirada dos estímulos] em janeiro, como tem sido esperado. De qualquer forma, a reação do mercado foi positiva, uma espécie de descompressão à aversão ao risco, frente a receios de que os dados poderiam ter vindo piores”, comenta Alexsandro Nishimura, head de conteúdo e sócio da BRA.

O dólar fechou em alta de 0,74%, negociado a R$ 5,6142 na venda. A valorização da moeda norte-americana ocorreu depois que um leilão anunciado pelo Banco Central não conseguiu frear a pressão compradora, que surgiu com a possibilidade de aumento antecipado dos juros nos Estados Unidos. Na semana, a moeda acumulou perdas de 0,70%. (Com Reuters)

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