Ibovespa e Wall Street recuam antes da divulgação de decisão do Fed

O noticiário corporativo movimenta ações de peso relevante no índice, como a Eletrobras (ELET3 e ELET6), que registraram queda de cerca de 10%.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em queda de 0,40%, a 106.336 pontos, às 14h22 de hoje (15), em dia de decisão sobre a política monetária dos Estados Unidos. “É a isso que o mercado está reagindo hoje de fato”, resume Antônio Carlos Pedrolin, líder da mesa de renda variável da Blue3.

A expectativa é de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, sinalize uma aceleração na redução de compras de ativos para entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões, de US$ 15 bilhões atualmente, e um início antecipado da alta de juros. Uma pesquisa da Reuters com economistas sugere que uma primeira alta ocorrerá no terceiro trimestre de 2022.

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O noticiário corporativo movimenta ações de peso relevante no índice, como a Eletrobras (ELET3 e ELET6), que registraram queda de cerca de 10% após o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União, indicar intenção de pedir vistas sobre o processo de privatização da empresa que está sendo julgado no plenário da corte.

Na política, a Câmara dos Deputados aprovou em 1º turno o texto principal da nova PEC dos Precatórios, e o mercado também segue atento às notícias sobre a nova variante Ômicron da Covid-19.

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Em Wall Street, os índices também operam em queda antes do anúncio de política monetária do Federal Reserve, que será divulgado às 16h. Jerome Powell, chair da autoridade monetária, discursará meia hora depois.

Às 14h22, o Dow Jones recuava 0,13% a 35.495 pontos; o S&P 500 caía 0,45% a 4.613 pontos; e o Nasdaq perdia 1,15% a 15.062 pontos.

Quatro dos 11 principais setores sobem no pregão, com os defensivos, como de serviços públicos e imobiliário, liderando e refletindo um ambiente de aversão a risco.

Às 14h22 de Brasília, o dólar era negociado em alta de 0,30%, a R$ 5,7120 na venda, com a expectativa de aumento de juros antecipado nos EUA. Juros mais altos elevariam a rentabilidade de se investir nos títulos soberanos do país, considerados o ativo mais seguro do mundo, o que tenderia a aumentar o ingresso de recursos nos EUA, consequentemente, apoiar o dólar. (Com Reuters)

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