Ibovespa fecha em alta após promulgação de parte da PEC dos Precatórios

A sessão foi marcada pelas expectativas em torno da taxa Selic, que foi definida em 9,25% ao ano na reunião do Copom.

Isabella Velleda
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O Ibovespa fechou hoje (8) em alta de 0,50%, a 108.095 pontos. A sessão foi marcada pelas expectativas em torno da taxa Selic, que foi definida em 9,25% ao ano na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) encerrada nesta tarde. O anúncio da decisão, porém, só ocorreu após o fechamento do mercado. A taxa foi acrescida de 1,5 ponto-percentual sobre o antigo patamar de 7,75%.

“Caminhando para a quinta alta consecutiva, o Ibovespa mais uma vez perdeu força ao teste da faixa de 108/109 mil pontos, importante referência de resistência no curtíssimo prazo”, comenta Rafael Ribeiro, analista de investimentos da Clear Corretora.

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Os ganhos do dia foram limitados pelo dado doméstico de vendas no varejo, que teve leve variação negativa de 0,1% em outubro ante setembro, muito abaixo do esperado pelo mercado, que projetava alta de 0,8% na base mensal.

Reagindo à decepção, as ações do Magazine Luiza (MGLU3) despencaram 10,63%, liderando os destaques negativos da sessão, enquanto Via (VIIA3) caiu 0,52%, GPA subiu 2,31% e Americanas (AMER3) avançou 2,65%.

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Já entre os destaques positivos estão CVC (CVCB3), Gol (GOLL4) e Eztec (EZTC3), com altas de 9,60%, 9,18% e 6,44%, respectivamente. O setor de turismo ganhou impulso com a notícia de que as vacinas contra a Covid-19 podem ser eficazes contra a nova variante, Ômicron.

O mercado reagiu positivamente à notícia de “fatiamento” da PEC dos Precatórios, que consistiu na promulgação da parte do projeto que já foi aprovada na Câmara e no Senado. A decisão foi tomada a partir de um acordo fechado entre a maioria dos líderes parlamentares e prevê a votação dos trechos remanescentes na próxima semana.

Em Wall Street, os índices também fecharam em alta. O Dow Jones subiu 0,10%, a 35.754 pontos, o S&P 500 registrou ganhos de 0,31%, a 4.701 pontos, e o Nasdaq avançou 0,64%, a 15.786 pontos.

O otimismo começou logo de manhã, quando as farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram que um esquema de três doses de seu imunizante contra a Covid-19 demonstrou, em teste de laboratório, efeito neutralizante contra a nova cepa do vírus. No S&P 500, o setor de saúde apresentou a segunda maior alta, a 0,64%, atrás apenas do setor de serviços de comunicação.

Nos Estados Unidos, as ações de viagens também apresentaram recuperação, com o índice S&P 1500 Airlines em alta de 2,11%, enquanto a Norwegian Cruise Line (NCLH) liderou os ganhos entre operadoras de navios de cruzeiro, avançando 8,20%.

O dólar fechou em queda de 1,50%, negociado a R$ 108.095 na venda, antes da divulgação da decisão do Copom, pela segunda sessão consecutiva. A moeda norte-americana foi derrubada pela expectativa de juros mais altos no Brasil e por algum alívio fiscal após a promulgação parcial da PEC dos Precatórios.

A poucas semanas do final do ano, “qualquer oscilação da moeda que vai em direção à faixa de R$ 5,50 e R$ 5,60 está condizente com as expectativas de mercado”, diz Fernando Bergallo, diretor de operações da assessoria de câmbio FB Capital. (Com Reuters)

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