Ibovespa fecha em leve alta com ganhos limitados por temores sobre a Ômicron

O tom otimista do dia foi impulsionado pelo Boletim Focus, que mostrou uma queda na expectativa para a inflação em 2021.

Isabella Velleda
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O Ibovespa fechou hoje (13) em leve alta de 0,35%, a 107.383 pontos, estendendo os ganhos da última sessão. A principal contribuição positiva ao índice foi a Vale (VALE3), cujas ações fecharam com avanço de 2,92%. A valorização seguiu o salto dos futuros do minério de ferro na Ásia, ocorrido após o governo chinês prometer medidas para estabilizar a economia.

O tom otimista do dia também foi impulsionado pelo Boletim Focus, divulgado nesta manhã, que mostrou uma queda na expectativa para a inflação em 2021, de 10,18% para 10,05% – a primeira após 35 semanas consecutivas de alta. A projeção para 2022 se manteve em 5,02%, a primeira parada depois de 20 semanas seguidas em ascensão.

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Porém, os ganhos foram limitados por uma piora no cenário da pandemia. “A primeira morte pela variante Ômicron confirmada [no Reino Unido] reduziu o apetite pelo risco ao redor do mundo e impediu o rompimento dos 109 mil pontos pelo Ibovespa, patamar de resistência importante, pois, enquanto não rompido, vamos seguir em tendência de baixa no curtíssimo prazo”, diz Rafael Ribeiro, analista de investimentos da Clear Corretora.

No cenário doméstico, o mercado segue atento ao desenrolar da PEC dos Precatórios no Congresso, já que é esperada para esta semana a análise pelos parlamentares dos trechos que não foram promulgados.

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Entre os destaques positivos do dia, estão os papéis da NotreDame Intermédica (GNDI3), Hapvida (HAPV3) e Bradespar (BRAP4), que registraram avanços de 3,01%, 3,13% e 2,88%, respectivamente. O avanço das duas empresas de saúde ocorreu por causa da análise da fusão de seus negócios pelo tribunal do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que foi agendada para esta semana.

Em Wall Street, a sessão foi de baixas. O Dow Jones recuou 0,89%, a 35.650 pontos; o S&P 500 perdeu 0,91%, a 4.668 pontos; e o Nasdaq caiu 1,39%, a 15.413 pontos.

O pessimismo surgiu com o retorno das preocupações sobre a variante Ômicron da Covid-19, após notícias da morte de um paciente no Reino Unido. Isso levou a quedas nas ações de viagens, sendo que os papéis da Carnival Corp (CCL) recuaram quase 5%, liderando as quedas entre as operadoras de cruzeiros. Já o índice de linhas aéreas S&P 1500 perdeu 0,94%.

O mercado também acompanha de perto as expectativas sobre a reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, que deverá divulgar uma decisão sobre a política monetária na quarta-feira (15). Há grandes apostas de que o órgão irá sugerir uma redução mais rápida da compra de ativos e um início antecipado do aumento dos juros.

O dólar fechou em alta de 1,01%, negociado a R$ 5,6711 na venda, algo que os investidores atribuíram à demanda sazonal pela moeda e às expectativas de que o Federal Reserve se mostre mais duro com a inflação nesta semana. “Não vejo outro movimento do dólar a não ser para cima, levando em consideração a política monetária nos EUA”, diz Anilson Moretti, chefe de câmbio da HCI Invest. (Com Reuters)

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