Bolsa de valores hoje: Ibovespa fecha em alta com fluxo de capital estrangeiro

Os destaques positivos da sessão incluem os papéis do Magazine Luiza (MGLU3), Banco Inter (BIDI11) e Via (VIIA3).

Isabella Velleda
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O Ibovespa fechou hoje (27) em alta de 1,19%, a 112.611 pontos, enquanto os mercados globais continuam digerindo a decisão de política monetária dos Estados Unidos anunciada ontem (26). Aqui, os efeitos são amortecidos por conta da entrada de recursos estrangeiros no mercado doméstico.

“O fluxo é bastante relevante, e isso tem sustentado a alta da Bolsa nos últimos dias. A gente viu uma recuperação das commodities, depois dos grandes bancos, e agora vemos uma retomada do setor de varejo”, diz Natalia Monaco, estrategista da Veedha Investimentos.

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Os destaques positivos da sessão incluem os papéis do Magazine Luiza (MGLU3), Banco Inter (BIDI11) e Via (VIIA3), que avançaram 6,96%, 6,28% e 6,21%, respectivamente.

No cenário fiscal, repercutiu nos mercados a notícia de que o presidente Jair Bolsonaro anunciou reajuste de 33,24% do piso salarial dos professores, decisão que desagradou prefeitos e governadores pelo temor de uma pressão nas contas públicas. Ainda na pauta fiscal, o Confaz (Comitê Nacional de Política Fazendária) aprovou a prorrogação até 31 de março do congelamento de ICMS que incide sobre combustíveis.

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Em Wall Street, as bolsas encerraram o dia no vermelho, após registrarem ganhos por boa parte do dia. O Dow Jones caiu 0,02%, a 34.160 pontos; o S&P 500 recuou 0,54%, a 4.326 pontos; e o Nasdaq cedeu 1,40%, a 13.352 pontos.

A inversão de sentido ocorreu por pressão da uma queda de mais de 11% nas ações da Tesla (TSLA), após a fabricante de carros elétricos alertar que os problemas da cadeia de abastecimento durarão pelo resto do ano. “Nossas fábricas estão funcionando abaixo da capacidade há vários trimestres”, afirmou a empresa em comunicado.

Por outro lado, o Departamento de Comércio informou hoje que o crescimento econômico dos Estados Unidos acelerou no quarto trimestre, registrando o seu melhor desempenho em quase quatro décadas. O PIB (Produto Interno Bruto) aumentou a uma taxa anualizada de 6,9% no último trimestre, ante expectativa de alta de 5,5%.

O dado foi apoiado por empresas que reabasteceram os estoques que se esgotaram para atender à forte demanda por bens no final do ano passado.

O dólar encerrou o dia em queda de 0,35%, negociado a R$ 5,4228 na venda. A divisa brasileira segue beneficiada por fluxos recentes a mercados “descontados”, com o Brasil aparecendo entre os primeiros lugares da fila. (Com Reuters)

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