Ibovespa abre 2022 em alta acompanhando o exterior

Mercados apostam em um impacto econômico reduzido da variante Ômicron da Covid-19.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em alta de 1,13% na abertura do pregão de hoje (3), a 106.003 pontos perto das 10h30, horário de Brasília. O índice acompanha o desempenho dos mercados internacionais, que apostam em um impacto econômico reduzido da variante Ômicron da Covid-19.

Mais cedo foi divulgado o primeiro Boletim Focus do ano, em que especialistas reduziram a perspectiva de crescimento do país para 2022, mas mantiveram o cenário para a inflação e política monetária.

Segundo o levantamento, o PIB (Produto Interno Bruto) deve expandir 0,36% este ano, contra expectativa uma semana antes de crescimento de 0,42%. Já a estimativa para o avanço do IPCA permaneceu em 5,03%, enquanto, para 2023, subiu a 3,41%, de 3,38%.

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Em relação à política monetária, segue a expectativa de que a Selic encerre 2022 a 11,50% e 2023 a 8,00%. Na última reunião do ano passado, o BC elevou a taxa básica de juros a 9,25%, e voltará a se reunir em 1 e 2 de fevereiro.

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O dólar subia 0,40% frente ao real às 10h30. A moeda era negociada a R$ 5,5973.

A indústria brasileira registrou contração em dezembro, com volumes menores de vendas e produção, encerrando 2021 em “condição delicada”, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da IHS Markit.

“Apesar de começar 2021 com uma base sólida, o setor industrial encerrou o ano em contração. As empresas reduziram a produção e em geral interromperam os esforços de reabastecimento, já que a recuperação da demanda antecipada não se concretizou”, explicou a diretora associada de economia da IHS Markit, Pollyanna De Lima.

Enquanto isso, investidores monitoram novidades sobre o estado de saúde do presidente, que está internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, desde a madrugada. Segundo boletim médico, Bolsonaro passará por exames e não tem previsão de alta.

Mercados internacionais

Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street fecharam em queda na última quinta-feira (30), após atingirem máximas recordes no início da sessão, devido aos fortes dados dos EUA, incluindo queda nos pedidos semanais de seguro-desemprego.

Mais de 2 mil voos foram cancelados nos Estados Unidos no domingo, por conta de surtos no número de casos de Covid-19 causados pela variante Ômicron. Ainda assim, os índices futuros sobem com esperanças de que o seu impacto econômico seja reduzido.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em alta, apesar de ter iniciado o dia sem direção definida. As negociações das ações da gigante imobiliária chinesa Evergrande, que enfrenta problemas financeiros, foram suspensas, derrubando os papéis de outras empresas do setor imobiliário na região.

Em Tóquio, no Japão, a variante Ômicron está por trás da onda crescente de infecções. O número de novos casos subiu para 103 hoje (3), de 84 ontem, e o maior número desde 8 de outubro. A alta nos números de infecções ocorre por conta das viagens durante o feriado de Ano Novo.

O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,53%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 1,58%. Já na China continental, o índice Shanghai ganhou 0,57%; e no Japão, o índice Nikkei caiu 0,40%.

Na Europa, segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), a atividade industrial continuou mostrando resiliência no final de 2021. Isso ocorreu uma vez que as fábricas aproveitaram um alívio nos gargalos das cadeias de oferta e estocaram matérias-primas a um ritmo recorde.

Por volta das 10h30, o Stoxx 600 ganhava 0,68%; na Alemanha, o DAX sobe 1,08%; o CAC 40 em alta de 1,23% na França; na Itália, o FTSE MIB sobe 1,22%; enquanto o FTSE 100 tem valorização de 0,25% no Reino Unido. (Com Reuters)

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