Ibovespa abre em queda após Banco Central divulgar novas projeções para a inflação

Dólar avança com cenário internacional movimentado com casos da Covid-19 .

Vitória Fernandes
Compartilhe esta publicação:

Acessibilidade


O Ibovespa opera em queda de 0,50% na abertura do pregão de hoje (10), a 102.210 pontos perto das 10h10, horário de Brasília. Os investidores estão de olho nas repercussões do Boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central. No cenário internacional, os mercados seguem atentos ao crescente número de casos de coronavírus em todo o mundo.

O dólar sobe 0,48% ante o real por volta das 10h10. A moeda era negociada a R$ 5,6594.

Acompanhe em primeira mão o conteúdo do Forbes Money no Telegram

No Brasil, o mercado passou a ver maior aperto monetário neste ano, ao mesmo tempo que reduziu pela terceira vez seguida a perspectiva para o crescimento da economia, mostrou a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central hoje.

O levantamento semanal mostrou que a taxa básica de juros Selic passou a ser calculada em 11,75% ao final deste ano, de 11,50% antes. Para 2023, a conta segue em 8,0%. Na última reunião do ano passado, o BC elevou a taxa básica de juros a 9,25%; o órgão volta a se reunir nos dias 1o e 2 de fevereiro.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), os cerca de 100 economistas consultados continuam vendo crescimento de 4,50% para 2021, mas reduziram a perspectiva de expansão em 2022 a apenas 0,28%.

Em relação à inflação, os especialistas passaram a calcular que o IPCA fechou 2021 a 9,99%, de 10,01% no levantamento anterior.

Mercados internacionais

Nos Estados Unidos, as expectativas dos investidores ficam com os dados de inflação, que saem nesta semana.

Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), as economias emergentes precisam se preparar para as altas de juros nos Estados Unidos. O fundo alerta que movimentos mais rápidos do que o esperado pelo Federal Reserve podem afetar os mercados financeiros e provocar saídas de capital e depreciação cambial no exterior.

O FMI afirmou esperar que o crescimento robusto nos EUA continue, com a inflação provavelmente se moderando mais tarde no ano. O credor global vai divulgar novas projeções econômicas mundiais em 25 de janeiro.

Na Ásia, o mercado acionário da China fechou em alta diante dos ganhos em empresas de consumo e saúde. Ao mesmo tempo, o STAR Market, focado em tecnologia, se recuperou com os investidores se agarrando às expectativas de reformas e melhora da liquidez.

Por lá, a China vai acelerar a emissão de títulos especiais do governo local para ajudar a impulsionar o investimento efetivo, de acordo com a imprensa estatal.

O país investirá fundos de 1,2 trilhão de iuanes (US$ 188,34 bilhões) em títulos locais emitidos no quarto trimestre de 2021 em projetos o mais rápido possível, disse o gabinete.

O Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 1,08%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 1,09%. Já na China continental, o índice Shanghai ganhou 0,39%; e no Japão, o índice Nikkei recuou 0,03%.

Na Europa, a taxa de desemprego da zona do euro ficou em 7,2% em novembro, em linha com o consenso do mercado. Os sistemas de saúde da região estão sob pressão mais uma vez por causa da propagação rápida da variante Ômicron do coronavírus no período de festas de final de ano.

O Stoxx 600 perdia 0,71%; na Alemanha, o DAX cai 0,56%; o CAC 40 em queda de 0,63% na França; na Itália, o FTSE MIB cai 0,32%; enquanto o FTSE 100 tem desvalorização de 0,22% no Reino Unido. (Com Reuters)

Compartilhe esta publicação: