Ibovespa hoje: Bolsa abre em alta de olho no movimento das ações internacionais

Dólar recua após leve alívio de temores político-fiscais no país.

Vitória Fernandes
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O Ibovespa opera em alta de 0,59% na abertura do pregão de hoje (20), a 108.646 pontos perto das 10h40, horário de Brasília. Com o aumento de casos da nova variante do coronavírus, a Ômicron, os investidores de todo o mundo acompanham os próximos passos do Federal Reserve em relação a sua política monetária e tentativa de frear a inflação.

O dólar caía 0,69% frente ao real por volta das 10h40, ampliando perdas registradas na véspera em meio ao alívio de temores político-fiscais domésticos, acompanhando ainda o rali dos rendimentos dos títulos soberanos norte-americanos. A moeda era negociada a R$ 5,4279, no mesmo horário.

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No Brasil, a situação dos servidores públicos segue no radar, com declarações do presidente Jair Bolsonaro de que os servidores merecem reajustes, mas que não há folga no Orçamento da União em 2022.

“Seguimos aguardando maior clareza sobre o orçamento. Faltam dois dias para o presidente sancionar o orçamento e ainda não está claro se vai ter aumento no salário dos servidores público”, avalia Pietra Guerra, especialista de ações da Clear Corretora.

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Mercados internacionais

Nos Estados Unidos, autoridades do banco central norte-americano, Fed, que traçaram o que parecia um claro plano de batalha contra a alta inflação, agora devem enfrentar novos sinais de que o coronavírus está desacelerando a economia outra vez.

A combinação de dados econômicos numa direção e investidores em outra pode tornar a reunião do Fed na próxima semana inesperadamente complexa, à medida que as autoridades tentam equilibrar a incerteza contínua sobre a crise de saúde, com os mercados que se ajustam rapidamente em torno das projeções de que o Fed pode precisar agir ainda mais agressivamente contra a inflação.

Na Ásia, as ações de blue-chips da China fecharam em alta depois do corte de uma série de taxas de juros para impulsionar a economia, com os investidores na expectativa de mais afrouxamento monetário por Pequim.

A China reduziu as taxas de referência para empréstimos hipotecários, à medida que as autoridades monetárias intensificam os esforços para sustentar a economia em desaceleração, após dados no início da semana indicarem perspectiva sombria para o problemático setor imobiliário do país.

A taxa de empréstimo primária de um ano (LPR) foi reduzida em 10 pontos básicos, e a LPR de cinco anos sofreu corte de 5 pontos, a primeira redução desde abril de 2020. Os cortes na LPR eram esperados, após comentários oficiais terem pedido mais afrouxamento monetário para impulsionar a economia.

O Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 3,42%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em queda de 1,06%. Já na China continental, o índice Shanghai perdeu 0,09%; e no Japão, o índice Nikkei avançou 1,11%.

Na Europa, a alta dos preços ao consumidor na zona do euro saltou a uma máxima recorde em dezembro, confirmou a agência de estatísticas da União Europeia nesta manhã. Isso se deve ao aumento do preço da energia e a gargalos na cadeia de oferta, conforme a economia se recupera dos lockdowns da pandemia.

A agência de estatísticas da UE, Eurostat, informou que os preços ao consumidor nos 19 países que usam o euro subiram 0,4% em dezembro sobre o mês anterior e saltaram 5,0% na base anual, o mesmo que a preliminar publicada em 7 de janeiro.

A energia foi responsável por 2,46 pontos percentuais do aumento anual e os serviços mais caros contribuíram com 1,02 ponto. Os bens industriais excluindo energia responderam por 0,78 ponto, e alimentos, álcool e tabaco contribuíram com mais 0,71 ponto.

Por volta das 10h40, o Stoxx 600 ganhava 0,06%; na Alemanha, o DAX sobe 0,08%; o CAC 40 em queda de 0,27% na França; na Itália, o FTSE MIB sobe 0,39%; enquanto o FTSE 100 tem desvalorização de 0,16% no Reino Unido. (Com Reuters)

Commodities

O minério de ferro está em alta com expectativas de novas medidas de flexibilização monetária na maior produtora de aço da China, enquanto os futuros de aço inoxidável saltaram para um pico de três meses, impulsionados pelos preços recordes do ingrediente-chave, o níquel.

O contrato de minério de ferro mais negociado para maio na bolsa de Dalian encerrou as negociações do dia em alta de 1,3%, a 742 iuanes (116,97 dólares) por tonelada, depois de atingir uma alta de uma semana de 747,50 iuanes por tonelada no início da sessão.

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