Ibovespa hoje: Bolsa opera em alta puxada por mercados externos

O setor de varejo e as ações de empresas ligadas à indústria também ajudam a apoiar o índice.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em alta de 1,37%, a 109.487 pontos, às 13h59 de hoje (20), atingindo o seu maior nível em três meses nesta tarde. O índice é impulsionado pelos mercados internacionais, em dia de alívio no rendimento dos Treasuries, títulos da dívida norte-americana.

O setor de varejo e as ações de empresas ligadas à indústria também ajudam a apoiar o índice, enquanto grandes bancos recuam.

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Na cena local, a questão dos servidores públicos federais segue no radar dos investidores, após o presidente Jair Bolsonaro deixar em aberto um potencial reajuste salarial apenas para algumas categorias de segurança pública. O ministro da Economia, Paulo Guedes, mantém a defesa de que não seja concedido aumento a nenhuma carreira.

Em Wall Street, as bolsas também operam em alta. Às 13h59, o Dow Jones avançava 1,13% a 35.425 pontos; o S&P 500 ganhava 1,31% a 4.591 pontos; e o Nasdaq subia 1,80% a 14.597 pontos.

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Os índices buscam recuperação após mais uma safra de balanços financeiros positivos, incluindo o da companhia aérea American Airlines. Por outro lado, o mercado permanece em busca de pistas sobre a reunião de política monetária do Federal Reserve, banco central norte-americano, na semana que vem.

Divulgados mais cedo, os números de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA ficaram acima do esperado na semana passada. Indicadores como esse são analisados de perto pelos investidores, dada a influência que têm na decisão das autoridades do Fed.

Um dos destaques negativos da sessão é a Peloton, cujas ações cedem aproximadamente 15%, após a empresa anunciar que está pausando a sua produção de produtos de ginástica, incluindo sua bicicleta ergométrica e esteira, por conta de uma demanda cada vez menor. Os seus papéis acumulam queda de cerca de 70% nos últimos três meses.

No mesmo horário, o dólar era negociado em queda de 1,08%, a R$ 5,4075 na venda. Segundo Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, os ajustes para baixo no dólar e para cima na Bolsa são reflexo de um mercado local com ativos “altamente descontados”. (Com Reuters)

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