Ações da Ericsson caem após investigação sobre corrupção no Iraque

A investigação da fabricante de equipamentos de telecomunicações identificou pagamentos feitos para usar rotas alternativas de transporte.

Da Reuters
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Fredrik Sandberg/Reuters
Fredrik Sandberg/Reuters

Sede da Ericsson em Estolcomo, Suécia

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As ações da Ericsson caíram mais de 12% hoje (16), depois que a empresa divulgou resultados de uma investigação interna que detalhou pagamentos suspeitos e conduta inapropriada no Iraque.

A investigação da fabricante sueca de equipamentos de telecomunicações identificou pagamentos feitos para usar rotas de transporte alternativas, driblando a alfândega iraquiana, em um momento em que organizações, incluindo o Estado Islâmico, controlavam algumas rotas.

Embora a Ericsson tenha dito que não poderia determinar se algum funcionário estava diretamente envolvido no financiamento de tais organizações, observou que, como resultado da investigação, vários deles deixaram a empresa.

O presidente-executivo da Ericsson, Börje Ekholm, disse à Reuters, em entrevista, que, quando a investigação foi encerrada, em 2019, a empresa não achou material suficiente para divulgar as descobertas.

A companhia, entretanto, revisou sua posição, após questionamentos sobre a investigação por meios de comunicação, inclusive do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ).

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O ICIJ disse que a Ericsson não respondeu a questionamentos específicos em relação a ampla gama de comportamentos corruptos relacionados a seus negócios no Iraque e em outros lugares.

“A qualquer momento, há várias investigações em andamento”, disse Ekholm. “Há algumas (pessoas) que querem tirar proveito do sistema. Portanto, a chave é ter um sistema de compliance que as descubra muito rapidamente para que assim possamos tomar ações rápidas de remediação sobre elas.”

A empresa enfrentou multas do Departamento de Justiça dos Estados Unidos anteriormente em relação a uma série parelela de investigações sobre corrupção, incluindo o suborno de funcionários do governo.

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