Bolsa de Valores hoje: Ibovespa abre em alta com apoio da Petrobras

Os preços do petróleo continuam a subir, devido ao impasse entre a Rússia e o Ocidente sobre a Ucrânia.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em alta de 1,17% na abertura do pregão de hoje (22), a 113.037 pontos, às 10h33, horário de Brasília. O índice descola novamente dos mercados internacionais, apoiado nos papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4), que sobem 1,44% e 1,89%, respectivamente.

Divulgados nesta manhã, dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas) mostraram que a confiança dos consumidores no Brasil teve recuperação a uma máxima em seis meses em fevereiro. O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) subiu 2,9 pontos, a 77,0 pontos.

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“É preciso ter cautela, o nível do índice ainda é muito baixo em termos históricos, e o comportamento volátil dos consumidores nos últimos meses mostra que a incerteza elevada tem afetado bastante a manutenção de uma tendência mais clara da confiança no curto prazo”, diz Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da pesquisa.

No cenário externo, investidores continuam de olho nas tensões na Ucrânia. A Rússia passou a enfrentar a perspectiva de novas e duras sanções ocidentais após o presidente russo, Vladimir Putin, reconhecer duas regiões separatistas no leste da Ucrânia e ordenar o envio de tropas para lá.

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Líderes ocidentais avaliam o que Putin fará a seguir e se a Rússia iniciará uma invasão em larga escala da Ucrânia. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, repeliu a ameaça de sanções, dizendo que o Ocidente as imporia independentemente dos eventos.

O dólar opera em queda de 0,41%, sendo negociado a R$ 5,0861 na venda, com a moeda brasileira continuando a aproveitar fluxo de recursos estrangeiros atraído pelo juro alto no mercado local.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em queda. O país anunciou que promoverá cortes maiores de impostos e taxas neste ano e intensificará os pagamentos a governos locais para compensar o impacto nas receitas, a fim de apoiar a economia em desaceleração.

A forte recuperação econômica da China começou a perder força em meados do ano passado, pressionada por problemas de dívida no mercado imobiliário e medidas rígidas de combate à Covid-19, que afetaram a confiança e os gastos do consumidor.

O mercado acionário japonês também fechou em baixa, pressionado pelas ações ligadas ao consumo. Os setores de energia e saúde, porém, conseguiram registrar alguns ganhos, reagindo ao avanço nos preços do petróleo, e à alta de 9,55% da farmacêutica Daiichi Sankyo.

O Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 2,69%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em queda de 0,66%. Já no Japão, o índice Nikkei cedeu 1,71%, enquanto o Shangai, na China continental, caiu 0,96%.

Na Europa, os principais índices operam sem direção única. Além de repercutirem a escalada das tensões na Ucrânia, os investidores analisam a perspectiva de um encerramento das compras de títulos pelo BCE (Banco Central Europeu) antes do esperado.

Gaston Reinesch, um dos membros mais antigos do conselho do banco central, argumentou que a economia pode se recuperar mais rápido do que o previsto, e as atuais pressões sobre os preços podem impulsionar os salários, aumentando ainda mais as pressões inflacionárias.

“Não seria totalmente infundado considerar que o fim das compras líquidas de ativos sob o atual Programa de Compra de Ativos poderia ocorrer mais cedo”, disse.

Por volta das 10h33, o Stoxx 600 perdia 0,13%; na Alemanha, o DAX recuava 0,27%; na França, o CAC 40 operava em baixa de 0,06%; na Itália, o FTSE MIB caía 0,35%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 avançava 0,22%.

No cenário das commodities, os preços do petróleo continuam a subir, devido ao impasse entre a Rússia e o Ocidente sobre a Ucrânia, enquanto o minério de ferro recua. (Com Reuters)

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