Bolsa de Valores hoje: Ibovespa abre em baixa sob pressão das tensões na Ucrânia

Uma autoridade do governo norte-americano afirmou que foram transferidos até 7 mil soldados russos para a fronteira ucraniana nos últimos dias.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em queda de 0,31% na abertura do pregão de hoje (17), a 114.826 pontos, às 10h25, horário de Brasília. O índice repercute o retorno das tensões na fronteira da Ucrânia, bem como o andar da PEC (proposta de emenda à Constituição) dos combustíveis.

O Senado anunciou ontem (16) que a votação dos dois projetos que visam combater a alta nos preços dos combustíveis foi adiada para a próxima semana, prolongando assim as incertezas do mercado.

“O processo legislativo demanda cautela e diálogo, e estamos avançando em busca de um entendimento que permita tramitação veloz na Câmara dos Deputados do texto que for aprovado no Senado”, afirmou o relator das propostas, Jean Paul Prates.

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No cenário econômico, um levantamento da Cielo mostrou que as vendas no varejo cresceram 2,5% em janeiro na base anual, ajudadas por menores restrições de mobilidade relacionadas à pandemia.

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Esse foi o terceiro mês seguido de alta nas vendas, afirmou Pedro Lippi, head de inteligência da Cielo, destacando o bom desempenho de farmácias e drogarias.

O dólar opera em alta de 0,11%, negociado a R$ 5,1334 na venda. A divisa se recupera das fortes perdas registradas nas últimas sessões em meio à alta taxa de juros brasileira, o que atrai capital estrangeiro para o país.

Na Europa, os principais índices apresentam desempenhos mistos. Investidores analisam o retorno das tensões geopolíticas no Leste Europeu, após informações de que houve um aumento de tropas russas na fronteira da Ucrânia, e ataques com morteiros na região de Luhansk.

Contrariando as afirmações da Rússia, que anunciou ontem uma retirada parcial de tropas da região, uma autoridade de alto escalão do governo norte-americano disse que foram transferidos até 7 mil soldados para a fronteira nos últimos dias.

A União Europeia depende da Rússia para cerca de um terço do seu abastecimento de gás, e qualquer interrupção agravaria uma crise energética em andamento causada por escassez.

Por volta das 10h25, o Stoxx 600 perdia 0,04%; na Alemanha, o DAX recuava 0,04%; na França, o CAC 40 operava em alta de 0,30%; na Itália, o FTSE MIB caía 0,16%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 cedia 0,46%.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em alta, impulsionado por papéis de metais não-ferrosos e de nova energia. Já o mercado japonês encerrou a sessão em queda, após registrar o maior déficit comercial mensal em oito anos em janeiro.

As importações dispararam 39,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, superando com força o aumento de 9,6% das exportações. Os custos altos de energia e as restrições de oferta foram os principais responsáveis pela disparidade, deixando a balança comercial com um déficit de 2,1911 trilhões de ienes.

Economistas estimavam um saldo negativo inferior, de 1,607 trilhão de ienes.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,30%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em queda de 0,18%. Já no Japão, o índice Nikkei cedeu 0,83%, enquanto o Shangai, na China continental, subiu 0,06%.

No cenário das commodities, os futuros de minério de ferro caíram pela quarta sessão consecutiva, impactando os preços do aço. Investidores ainda demonstram preocupação com as intervenções do governo chinês no mercado – Pequim busca liberar estoques excessivos e reduzir os volumes a níveis razoáveis. (Com Reuters)

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