Bolsa de Valores hoje: Ibovespa abre em queda com piora nas projeções da inflação

O Boletim Focus voltou a aumentar, pela quarta semana consecutiva, as projeções para a inflação em 2022.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em queda de 0,05%, a 112.190 pontos, na abertura do pregão de hoje (7), às 10h19 do horário de Brasília. O Boletim Focus voltou a aumentar, pela quarta semana consecutiva, as projeções para a inflação em 2022. Agora, os economistas esperam um IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 5,44% este ano, ante 5,38% na semana anterior.

A inflação medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna) subiu 2,01% em janeiro, iniciando 2022 com aceleração ante a taxa de 1,25% de dezembro, segundo dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

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André Braz, coordenador dos índices de preços, explica que esse resultado foi reflexo da aceleração de commodities e combustíveis. O IGP-DI acumula alta de 16,71% nos últimos 12 meses.

No cenário fiscal, investidores continuam avaliando os efeitos da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos combustíveis. A proposta abre as portas para que União, estados e municípios reduzam ou zerem alíquotas de tributos sobre combustíveis e gás. As perdas anuais estimadas são de até R$ 54 bilhões.

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O dólar opera em queda de 0,47%, negociado a R$ 5,2966 na venda, enquanto investidores continuam enxergando um ambiente local benigno para o real, apesar dos temores de aumentos mais rápidos dos juros nos Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, os índices futuros registram avanço. O destaque da manhã é a Peloton (PTON), que registra alta de mais de 30% no pré-mercado, após empresas como Amazon e Nike demonstrarem interesse em adquirir a companhia.

Na Ásia, as ações da China fecharam em alta, enquanto os mercados buscavam acompanhar os ganhos da semana passada nos papéis globais. Os índices recuperaram-se da forte liquidação vista antes do feriado de uma semana do Ano Novo Lunar.

Porém, os ganhos foram limitados pelo Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), que mostrou que a atividade no setor de serviços da China expandiu em janeiro no ritmo mais lento em cinco meses. A leitura mais fraca reforça as expectativas do mercado de que as autoridades precisam adotar mais medidas para estabilizar a economia.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,03%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em queda de 1,75%. Já no Japão, o índice Nikkei perdeu 0,70%, enquanto o Shangai, na China continental, avançou 2,23%.

Na Europa, os principais índices operam sem direção única. Investidores repercutem os dados de produção industrial da Alemanha, que recuou 0,3% em dezembro, ante expectativa de economistas de avanço de 0,4%, por conta de gargalos da cadeia de oferta e o recuo na construção.

Por outro lado, a confiança do investidor na zona do euro avançou em fevereiro, uma vez que a situação econômica em todo o mundo se estabilizou na comparação com janeiro, embora a falta de força da economia internacional tenha impedido uma melhora mais expressiva.

Por volta das 10h19, o Stoxx 600 ganhava 0,22%; na Alemanha, o DAX subia 0,40%; na França, o CAC 40 operava em alta de 0,28%; na Itália, o FTSE MIB perdia 1,23%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 tinha alta de 0,55%.

No cenário das commodities, os contratos futuros do aço e do minério de ferro avançam nesta manhã, com o aumento das esperanças de estímulos econômicos na China.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma afirmou, no fim de semana, que as autoridades devem tomar cuidado com as incertezas no primeiro trimestre e antecipar adequadamente os investimentos em infraestrutura. (Com Reuters)

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