Em mais uma rodada de sanções, EUA miram Banco Central Russo

Sanções dos EUA envolvem a proibição de que cidadãos do país façam qualquer transação envolvendo instituições financeiras da Rússia.

Reuters
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mashabuba/Getty Images
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As duas sanções econômicas impostas pelos EUA e seus aliados provavelmente aumentarão a inflação russa

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Os Estados Unidos proibiram hoje (28) que cidadãos do país façam qualquer transação envolvendo o Banco Central russo, o Fundo Nacional de Riqueza e o Ministério das Finanças da Rússia, em mais uma etapa das sanções impostas a Moscou diante da invasão da Ucrânia.

As duas sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e seus aliados ao Banco Central da Rússia e outras fontes importantes de riqueza provavelmente aumentarão a inflação russa, prejudicarão seu poder de compra e reduzirão os investimentos, disseram autoridades norte-americanas hoje, quando as novas medidas foram anunciadas.

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Já na semana passada, quando houve a invasão, os Estados Unidos e seus aliados impuseram várias rodadas de sanções contra Moscou, inclusive contra o presidente russo Vladimir Putin e os maiores credores da Rússia.

“Este é um ciclo vicioso que é desencadeado pelas próprias escolhas de Putin e acelerado por sua própria agressão”, disse um alto funcionário do governo dos EUA.

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As negociações entre autoridades russas e ucranianas começaram na fronteira bielorrussa nesta segunda, enquanto a Rússia enfrentava um isolamento econômico cada vez mais profundo quatro dias depois de invadir a Ucrânia no maior ataque a um Estado europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

O Departamento do Tesouro dos EUA em comunicado hoje (28) disse que também impôs sanções a um importante fundo soberano russo, o Fundo Russo de Investimento Direto.

Os Estados Unidos e seus aliados anunciaram que tomariam medidas contra o Banco Central da Rússia no sábado, em um movimento que especialistas viram como uma escalada significativa das sanções do Ocidente contra Moscou.

Um outro alto funcionário dos EUA disse que a medida “imobilizou” quaisquer ativos que o Banco Central da Rússia detinha nos Estados Unidos, em uma medida que prejudicará a capacidade da Rússia de acessar centenas de bilhões de dólares em ativos.

“O cofre de guerra de Putin de US$ 630 bilhões em reservas só importa se ele puder usá-lo para defender sua moeda, especificamente vendendo essas reservas em troca da compra do rublo”, disse o primeiro funcionário. “Depois da ação de hoje, isso não será mais possível.”

O Tesouro emitiu uma licença geral juntamente com a ação de hoje (28) autorizando certas transações relacionadas à energia até 24 de junho.

O governo do presidente Joe Biden tem se preocupado que suas sanções possam aumentar os preços já altos do gás e da energia e tomou medidas para mitigar isso.

Autoridades hoje também alertaram que os Estados Unidos não hesitariam em lançar mais sanções contra a Rússia e que também estavam observando de perto o envolvimento de Belarus, acrescentando que o forte aliado russo pode enfrentar mais consequências se continuar a ajudar Moscou na invasão.

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