Emissão de dívida de mercados emergentes em janeiro foi a mais baixa desde 2016, diz JPMorgan

Juros elevados e a volatilidade das taxas mais altas foram os maiores obstáculos, segundo analistas da instituição.

Reuters
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Ratana21/Getty Images
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Emissão bruta de dívida de países emergentes foi de US$ 17,9 bilhões em janeiro

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A emissão de dívida denominada em dólares nos mercados emergentes foi a mais baixa para um mês de janeiro desde 2016, já que o mês tipicamente movimentado registrou mercados voláteis e expectativas crescentes de um Federal Reserve mais agressivo no combate à inflação, disseram analistas do JPMorgan ontem (1).

“Juros elevados e a volatilidade das taxas mais altas continuaram sendo o principal obstáculo para os soberanos que buscaram entrar no mercado em janeiro”, disse o JPMorgan.

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“Um Fomc (comitê responsável pela definição da política monetária nos EUA) mais agressivo na semana passada eleva ainda mais o nível para novas emissões agora.”

A emissão bruta de janeiro foi de US$ 17,9 bilhões, disse o banco, observando que o Chile emitiu dívida imediatamente após a reunião do Fed, “o que pode sugerir um maior senso de urgência para financiar no início do ano, antes que os juros (norte-americanos) subam ainda mais”.

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Já a emissão bruta de grau de investimento chegou a US$ 16,4 bilhões no mês passado, com a dívida de alto rendimento fechando a conta com os US$ 1,5 bilhão restantes. A dívida denominada em dólares norte-americanos totalizou US$ 16,2 bilhões.

A Turquia lidera seus pares emergentes em termos de emissão esperada para o resto do ano, com projeção de US$ 11 bilhões, seguida por China e Indonésia, com US$ 10 bilhões e US$ 9 bilhões esperados, respectivamente.

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