Wall Street abre sem direção definida com tensão entre Rússia e Ucrânia

Expectativas sobre aumentos da taxa de juros também pesa sobre mercado.

Vitória Fernandes
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Matteo Colombo/Reuters

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As bolsas de Nova York abriram hoje (14) sem direção definida em uma semana que promete ser marcada por novas definições da crise entre Rússia e Ucrânia, que abala os mercados. A espera por novas altas na taxa de juros dos EUA também causa receio nos investidores.

Na última sexta-feira (11), o governo americano afirmou que Moscou reuniu tropas perto da fronteira do país vizinho que seriam suficientes para começar uma invasão.

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Assim, diversos líderes ocidentais anunciaram que adotariam sanções severas contra a Rússia caso haja um conflito armado. O Kremlin negou qualquer intenção de invadir a Ucrânia.

Na última semana, o avanço da inflação dos Estados Unidos preocupou o mercado, que agora lida com a perspectiva de novos apertos monetários com uma possível alta de 50 pontos-base na taxa de juros em março.

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Na visão dos investidores, essa perspectiva é negativa, já que o movimento de alta tende a reduzir o apetite por ativos de risco.

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, o banco central dos EUA, fará um discurso amanhã (15) antes da divulgação da ata do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), para comentar sobre os próximos passos da política monetária e os riscos causados pela tensão internacional.

Por volta das 12h, o Dow Jones operava em queda de 0,36%, a 34.612 pontos; o S&P 500 subia 0,01%, a 4.418 pontos; e o Nasdaq ganhava 0,51%, a 13.862 pontos.

O dólar devolveu os ganhos iniciais desta manhã e voltou a cair 0,50% contra o real, cotado a R$ 5,2153. O movimento reflete a percepção de ambiente doméstico atraente, enquanto investidores internacionais avaliavam a perspectiva de possível conflito armado entre Moscou e Kiev. (Com Reuters)

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